O gestor Michael Burry, famoso por lucrar com o colapso do subprime em 2008, voltou a soar o alerta. Em publicação no fim de semana, ele afirmou que a recente disparada das ações ligadas à inteligência artificial (IA) repete o padrão visto nos meses que antecederam o estouro da bolha das pontocom, em 2000.
“As ações não estão subindo por causa de empregos ou renda. Elas sobem porque estão subindo”, escreveu Burry, sugerindo um movimento de manada semelhante ao de 1999-2000.
Entre 1995 e março de 2000, o índice Nasdaq de tecnologia saltou mais de 400%. Bastava um site e um plano de negócios genérico para que startups captassem milhões de dólares. Quando investidores perceberam a falta de lucros reais, o mercado derreteu: o Nasdaq perdeu 78% em dois anos e cerca de US$ 5 tri evaporaram.
Algumas companhias, como Amazon e Google, resistiram e prosperaram, mas levaram anos para recuperar as cotações. Para Burry, a fé quase irrestrita no poder transformador da IA lembra aquele período.
Conhecido pelo filme “A Grande Aposta”, Burry identificou a fragilidade dos títulos imobiliários anos antes da crise de 2008. Em novembro do ano passado, seu fundo Scion Asset Management montou uma posição equivalente a US$ 1 milhão em opções de venda da Nvidia, gigante dos chips de IA que ultrapassou US$ 5 tri em valor de mercado.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
A movimentação sugere que, para o gestor, parte do valor embutido nas ações de semicondutores não se sustenta caso o otimismo com IA diminua.
Investidores acompanham de perto:
Sem fazer previsões de preço, Burry enfatiza que a ganância pode ter tomado o lugar da análise de fundamentos. Para o investidor comum, a mensagem central é simples: entender riscos e diferenciar expectativa de realidade permanece essencial, especialmente quando o assunto é tecnologia de ponta.
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