O publicitário Marcello Lopes, conhecido como “Marcelão” e recém-escolhido para comandar a comunicação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi citado como um dos estrategistas de um plano de ataques ao Banco Central (BC). O projeto, contratado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, previa ações coordenadas em redes sociais contra a autarquia e servidores.
Documentos obtidos pela reportagem mostram um Pix de R$ 650 mil feito em 13 de dezembro de 2025 por Thiago Miranda, dono da agência Mithi, para a conta de Marcelão. Dois dias depois, a agência subcontratada Unltd Network recebeu R$ 400 mil. Ao todo, os extratos indicam que as contratações ligadas ao projeto somaram R$ 8 milhões.
Miranda e Marcelão negam participação efetiva do publicitário no plano, mas divergem sobre a razão do repasse:
O estopim foi a decisão do BC de barrar a compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) e, posteriormente, liquidar a instituição. Segundo a Polícia Federal, cerca de 40 influenciadores teriam sido contratados para atacar publicamente o BC e o então diretor Renato Gomes.
Para o investidor iniciante, liquidação bancária ocorre quando o BC constata insolvência ou irregularidades graves em uma instituição financeira. Nessa situação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre depósitos até o limite de R$ 250 mil por CPF, mas correntistas com valores acima disso podem ter perdas.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Até o momento, o episódio não gerou volatilidade relevante em preços de ativos, mas reforça debates sobre:
Para quem investe, o episódio serve de lembrete do peso que a estabilidade institucional tem sobre juros, câmbio e, por consequência, sobre o desempenho de aplicações em renda fixa, Bolsa e câmeras de negociações de câmbio.
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