A XP Inc. apresentou três novas carteiras de alocação formadas exclusivamente por ETFs, os fundos de índice negociados em bolsa. O investimento inicial é de R$ 2,5 mil e a estrutura já inclui 15% de exposição internacional, respeitando a divisão sugerida pelo time de análise da corretora.
O ETF é um veículo que reúne vários ativos em uma única cota. Em vez de comprar título a título ou ação por ação, o investidor adquire todo o “pacote” de uma só vez, ganhando:
Segundo Rachel de Sá, estrategista de investimentos da XP, o avanço da educação financeira fez crescer a procura por carteiras prontas. O desafio residia em escolher os produtos dentro de cada classe de ativo; a nova oferta busca resolver essa dúvida.
As carteiras separam o patrimônio em duas “caixinhas”:
Na parte de ações brasileiras, a XP optou pelo PIBB11, que replica o IBrX-50, e não pelo tradicional BOVA11. A escolha prioriza empresas de maior qualidade e menor endividamento, coerente com a visão tática da casa.
Com a Selic ainda em patamar elevado, o investidor tem olhado mais para renda fixa. O mercado respondeu – só nos últimos meses surgiram ETFs prefixados e atrelados à inflação que cobrem diferentes vencimentos do Tesouro. Essa maior oferta possibilitou montar carteiras completas usando apenas fundos de índice, algo inviável até pouco tempo atrás.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Para quem começa, o modelo ajuda a equilibrar:
Muitos iniciantes travam ao tentar montar alocação balanceada – principalmente em momentos de volatilidade na Bolsa ou incerteza sobre o rumo dos juros. Uma solução pré-estruturada, com tíquete relativamente baixo, pode acelerar o primeiro passo rumo a uma carteira mais diversificada, sem demandar seleção individual de ativos.
Para perfis intermediários, a iniciativa também serve como referência de proporção entre classes de ativos — algo que pode ser ajustado posteriormente de acordo com tolerância a risco, objetivos e horizonte de tempo.
Com a novidade, a XP reforça a tendência de gestão indexada no Brasil, enquanto o investidor ganha mais uma alternativa para entrar no mundo dos ETFs, tema que segue em expansão à medida que a B3 amplia a prateleira de fundos de índice.
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