Maioria dos brasileiros vê recuo de 18% no Bitcoin como porta de entrada, aponta pesquisa

Felipe MartinsFelipe MartinsEstratégias de investimento18 horas atrás11 Visualizações

Uma sondagem realizada pelo Mercado Bitcoin em parceria com a Opinion Box mostra que a maioria dos brasileiros interessados em investimentos encara o momento de baixa do Bitcoin (BTC) como uma janela de entrada. O ativo acumula queda próxima de 18% em reais no ano, mas 61% do público investidor geral e 79% dos que já compram criptoativos afirmam enxergar o recuo como oportunidade.

Por que a desvalorização atrai atenção

Para parte dos investidores, comprar durante correções de preço é visto como maneira de reduzir o preço médio de aquisição e potencializar ganhos em eventuais recuperações. No entanto, o movimento ocorre em um ambiente doméstico de juros elevados: a taxa Selic segue em patamar de dois dígitos, o que tem favorecido produtos de renda fixa atrelados ao CDI e ao Tesouro Direto. Mesmo assim, o apelo de diversificação permanece, sobretudo entre quem já se acostumou com a volatilidade do Bitcoin.

Disciplina de aportes ganha força

  • 68% dos criptoinvestidores fazem aportes regulares (semanais, quinzenais ou mensais).
  • No público investidor geral, a regularidade cai para 56%.

A estratégia de investir de forma periódica é conhecida como dollar cost averaging (média de custo). Para quem ainda se familiariza com o tema, a prática dilui o risco de comprar tudo em um único preço, mas não elimina a volatilidade típica das criptomoedas.

Quem já entrou – e quem pretende entrar

Segundo o levantamento, 16% dos brasileiros que investem possuem algum criptoativo. Outros 70% conhecem o mercado, mas ainda não compraram, e apenas 14% nunca ouviram falar do assunto.

A disposição para ingressar varia por idade:

  • 18 a 29 anos: 52% pretendem investir.
  • 30 a 49 anos: 44% demonstram interesse.
  • 50 anos ou mais: 41% consideram a possibilidade.

Dados internos do Mercado Bitcoin reforçam a presença da geração Z: 12% dos novos clientes têm menos de 18 anos e 23% têm até 28. Esse grupo já cresceu em um ambiente digitalizado e encara os ativos virtuais como parte natural do cardápio de investimentos.

Portfólio mais diversificado, mas poupança ainda resiste

O estudo indica que quem compra cripto costuma ter participação quase dobrada em ações, fundos de investimento e fundos imobiliários quando comparado ao investidor médio. Ainda assim, 46% desse segmento mantêm recursos na poupança, produto cujo rendimento fica abaixo da inflação sempre que a Selic supera 8,5% ao ano.

Aspectos que o investidor iniciante deve observar

  • Volatilidade: oscilações intensas podem impactar o capital no curto prazo.
  • Liquidez: Bitcoin é negociado 24 horas, mas preços podem variar bastante entre momentos de compra e venda.
  • Tributação: ganhos acima de R$ 35 mil em vendas mensais estão sujeitos a IR, com alíquotas que partem de 15%.
  • Segurança: escolha de corretoras reguladas e armazenamento adequado são pontos centrais na gestão de risco.

Em meio ao cenário macro de juros altos, real valorizado frente ao dólar e inflação em desaceleração, o interesse dos brasileiros por criptoativos sinaliza busca por diversificação e por exposição a ativos descorrelacionados da economia doméstica. Entender o próprio perfil de risco e manter aportes coerentes com objetivos financeiros continuam sendo premissas básicas antes de qualquer decisão.

Ferramentas úteis para investidores

Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.

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