Quanto custa se aposentar nos EUA? Havaí exige até US$ 8,6 mil por mês; Virgínia Ocidental, US$ 2,1 mil

Camila RochaCamila RochaDificuldades e desafiosagora mesmo6 Visualizações

Um levantamento da fintech norte-americana MoneyLion calculou quanto um trabalhador precisaria poupar por mês para se aposentar confortavelmente em cada estado dos Estados Unidos. A pesquisa considera três variáveis:

  • gasto anual médio com necessidades básicas de um domicílio aposentado;
  • projeção de renda da Social Security (equivalente ao INSS americano);
  • tempo de formação de poupança (começando aos 20 ou aos 30 anos e aposentando-se aos 65).

Havaí e Califórnia concentram os maiores custos

Havaí aparece no topo da lista: o gasto anual projetado para um aposentado chega a US$ 156,6 mil quando se considera a renda da Social Security. Para bancar esse padrão de vida, seria preciso poupar:

  • US$ 5.800 por mês durante 45 anos (início aos 20); ou
  • US$ 7.458 por mês durante 35 anos (início aos 30).

Sem levar a Previdência pública em conta, os valores sobem para US$ 6.722 e US$ 8.643, respectivamente. A segunda colocada é a Califórnia, onde o custo anual chega a US$ 121,9 mil com Social Security. As metas de poupança variam entre US$ 4.514 e US$ 6.989 por mês, dependendo da idade de início e da inclusão ou não da Previdência.

Onde a aposentadoria pesa menos no bolso

Na outra ponta, a Virgínia Ocidental é o estado mais barato: gasto anual de US$ 33,2 mil já descontada a Social Security. Para atingir esse piso, bastaria guardar:

  • US$ 1.230 por mês se começar aos 20 anos; ou
  • US$ 1.582 por mês se começar aos 30.

Mesmo sem a renda pública, as metas mensais não passam de US$ 2.767. Estados sem imposto de renda, como Flórida, Texas e Tennessee, aparecem na faixa intermediária do estudo e seguem atraindo aposentados em busca de menor carga tributária.

O que explica tamanha diferença?

Duas despesas ganham peso decisivo nos cálculos:

Quanto custa se aposentar nos EUA? Havaí exige até US$ 8,6 mil por mês; Virgínia Ocidental, US$ 2,1 mil - Imagem do artigo original

Imagem: Eric Revell FOXBusiness

  • Imposto de renda estadual – ausente em sete estados americanos;
  • Imposto sobre propriedade – mais elevado em regiões costeiras e urbanas.

Além dos tributos, fatores como preço de imóveis, serviços de saúde e alimentação tornam o custo de vida no Havaí e na Califórnia muito superior à média nacional.

Por que o tema interessa ao investidor brasileiro?

Ainda que os números sejam em dólares, o estudo oferece lições relevantes:

  • Inflação e câmbio importam: quem pretende morar fora ou receber parte da renda em dólar precisa acompanhar a variação do custo de vida nos destinos desejados.
  • Diversificação de carteira: poupar em ativos atrelados ao dólar pode proteger o poder de compra futuro caso a aposentadoria ocorra no exterior.
  • Planejamento de longo prazo: quanto mais cedo o investidor começa a formar reserva, menor é o esforço mensal, tendência válida tanto para aplicações em Selic e CDI quanto para quem mira renda variável.
  • Diferenças regionais: assim como nos EUA, o Brasil também apresenta forte disparidade de preços entre estados. Entender o impacto de impostos locais e custo de moradia pode evitar surpresas no orçamento pós-carreira.

Em um cenário de juros ainda elevados nos Estados Unidos e de discussões sobre a sustentabilidade dos sistemas previdenciários, o recado principal do estudo é inequívoco: começar cedo e conhecer os custos do lugar onde se pretende viver são passos essenciais para uma aposentadoria financeiramente saudável.

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