Quase 80 governos já acionaram planos de emergência para conter os efeitos da crise energética desencadeada pelo conflito no Oriente Médio. O temor central é de que o bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, leve o barril do Brent a até US$ 180, segundo a gestora Aberdeen.
A Agência Internacional de Energia (AIE) contabiliza 76 países sob alguma forma de racionamento ou subsídio extraordinário. Entre as recentes iniciativas:
A AIE calcula um déficit de oferta que pode chegar a 9 milhões de barris diários entre março e junho. Para cobrir a lacuna, países vêm drenando reservas estratégicas – mais de 2 milhões de barris por dia – mas essa liberação deve terminar em julho.
O corredor marítimo liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo. Caso o bloqueio permaneça, operadores alertam para:
O Brent acima de US$ 150 reacenderia o fantasma da estagflação: combinação de preços em alta com atividade fraca. Para bancos centrais, isso torna o dilema dos juros mais complexo, pois cortes agressivos podem perder força contra um choque de oferta.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
No Brasil, combustíveis têm peso direto no IPCA. Uma alta prolongada do petróleo pressiona a inflação e pode atrasar mudanças no ritmo de cortes da Selic.
Todos esses efeitos dependem da duração do conflito e da velocidade de recomposição dos estoques mundiais.
Enquanto o mercado testa seus limites logísticos, analistas do Morgan Stanley ainda veem chance de normalização que traria o Brent de volta a cifras abaixo de US$ 100. O risco maior, porém, está no cenário de escalada prolongada, capaz de provocar recessão global e novas rupturas nas cadeias de suprimentos.
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