O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia nesta terça-feira (19) uma nova exigência para quem contrata empréstimo consignado. A partir de agora, a liberação do crédito dependerá do reconhecimento facial no aplicativo ou no site Meu INSS. A regra vale para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios assistenciais.
A mudança ocorre em meio a denúncias recentes de fraudes bilionárias em benefícios previdenciários e descontos indevidos. Ao exigir a biometria, o governo tenta reduzir golpes praticados sobretudo contra idosos, público que costuma recorrer ao consignado por oferecer juros menores do que linhas como cheque especial e cartão de crédito.
Na prática, o prazo mais longo dilui as parcelas, mas aumenta o custo total do empréstimo devido ao efeito dos juros ao longo do tempo. Como a Selic está em ciclo de queda gradual, bancos podem ajustar as taxas, mas a decisão depende de cada instituição.
Para o investidor iniciante, vale observar que o consignado continua atrelado ao fluxo de caixa do INSS: o desconto é automático e reduz a renda mensal disponível. Quem aplica em Tesouro Direto ou em fundos de renda fixa, por exemplo, precisa recalcular a reserva de emergência antes de assumir novas parcelas.
As instituições que operam consignado — principalmente bancos de varejo e fintechs — podem enfrentar custos tecnológicos adicionais para integrar a biometria, mas ganham em redução de inadimplência e de passivos jurídicos. Para a Bolsa, o impacto tende a ser neutro no curto prazo, pois o volume dessa carteira já estava em desaceleração desde o segundo semestre de 2025, período em que o Banco Central manteve a Selic acima de dois dígitos para combater a inflação.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
No universo de renda fixa, a extensão do prazo para nove anos pode estimular a securitização desses créditos, gerando novas emissões de recebíveis no mercado — um movimento a ser monitorado por quem investe em CRIs e CRAs.
A introdução do reconhecimento facial marca mais um passo na digitalização dos serviços do INSS e reforça a necessidade de educação financeira: entender custos, prazos e riscos continua essencial antes de assumir qualquer crédito, mesmo aquele que parece mais barato.
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