A SpaceX, empresa de foguetes e satélites comandada por Elon Musk, entregou documentos à SEC para realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO). Caso confirme as expectativas de mercado, a companhia estreará na Nasdaq valendo mais de US$ 1 trilhão, o que a colocaria como a maior abertura de capital já registrada nos Estados Unidos.
O prospecto também menciona um mercado endereçável de US$ 28,5 trilhões, sendo US$ 26,5 trilhões ligados a iniciativas de inteligência artificial (IA). A companhia destaca três frentes principais:
Além disso, a SpaceX projeta US$ 1,6 trilhão em serviços de conectividade via Starlink e US$ 370 bilhões em soluções habilitadas por atividades no espaço.
O capital será dividido em duas classes de ações. Os papéis Classe B, mantidos por Musk e insiders, terão 10 votos cada; os Classe A, oferecidos ao público, valerão um voto. Isso garante a Elon Musk cerca de 85% do poder de decisão, estratégia comum em empresas de tecnologia que buscam manter o fundador no comando após o IPO.
A SpaceX recentemente comprou a startup xAI, também criada por Musk, e indicou parceria com a Tesla para construir uma fábrica de chips avançados. Analistas da Wedbush Securities levantam a hipótese de, no futuro, uma fusão entre Tesla e SpaceX para fortalecer o ecossistema de IA das companhias do empresário. Embora não exista confirmação oficial, o tema deve aparecer nas apresentações do roadshow.
Imagem: Eric Revell FOXBusiness
Uma captação recorde tende a atrair grandes volumes de capital. Caso investidores realoquem recursos para participar do IPO, outros segmentos – inclusive emergentes – podem enfrentar saída pontual de fluxos, impactando o câmbio. Já a busca por ativos de crescimento costuma aumentar quando as expectativas para juros nos EUA são de queda ou de estabilidade. No Brasil, esse movimento é acompanhado de perto porque influencia a dinâmica do dólar, da inflação importada e, indiretamente, das decisões sobre a Selic.
Para o investidor brasileiro, o lançamento da oferta se torna um termômetro sobre apetite global por risco e inovação. Acompanhar o desenrolar da precificação, sem perder de vista variáveis como juros norte-americanos, câmbio e fluxo de capital internacional, ajuda a entender o impacto possível sobre ações de tecnologia listadas na B3, ETFs de Nasdaq e instrumentos de renda fixa atrelados ao dólar.
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