Renda fixa volta a pagar até 14,21% ao ano em CDB; veja taxas de CDBs, LCIs e LCAs na XP nesta sexta-feira (22)

Felipe MartinsFelipe MartinsEstratégias de investimento17 horas atrás11 Visualizações

A plataforma da XP Investimentos exibiu nesta sexta-feira (22) novas ofertas de renda fixa que chamaram a atenção de quem busca segurança sem abrir mão de rendimento. Entre os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) prefixados, a taxa mais alta chega a 14,21% ao ano para prazo de 12 meses. Já os papéis atrelados à inflação pagam até IPCA + 8,00% no mesmo período, enquanto os pós-fixados alcançam 109% do CDI em prazos superiores a 12 meses.

Principais taxas disponíveis

  • CDB prefixado: até 14,21% a.a. (12 meses)
  • CDB IPCA: até IPCA + 8,00% (12 meses)
  • CDB pós-fixado: até 109% do CDI (acima de 12 meses)
  • LCA prefixada: até 11,95% a.a. (acima de 12 meses)
  • LCA pós-fixada: até 85,5% do CDI (12 meses)
  • LCI pós-fixada: até 85% do CDI (12 meses)

Entre as ofertas pontuais constam um CDB do Banco BMG a 100% do CDI com vencimento em janeiro de 2027, um CDB do Banco XP S.A. a 102% do CDI para maio de 2028 e uma LCA do Banco Original a 93% do CDI para maio de 2029. Como se tratam de emissões bancárias, a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) se aplica até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Prefixado, pós-fixado ou IPCA? Entenda a diferença

Prefixados: a taxa é conhecida hoje e não muda até o vencimento. Bom para quem acredita que os juros vão cair nos próximos meses.
Pós-fixados ao CDI: rendem um percentual do CDI, indicador que acompanha de perto a Selic. Costumam proteger o investidor caso os juros subam.
Atrelados ao IPCA: combinam parcela fixa mais a variação da inflação oficial. Preservam o poder de compra no longo prazo.

Curva de juros recua após alívio externo

Na quinta-feira (21), os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) inverteram o sinal e fecharam o dia em queda. A virada ocorreu após rumores de um esboço final para um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu a aversão ao risco global, derrubou os rendimentos dos Treasuries e o preço do petróleo. Com menos pressão inflacionária externa, as taxas brasileiras se acomodaram.

A ponta curta da curva — mais sensível à política monetária — também cedeu, mas o mercado ainda projeta um último corte de 0,25 ponto percentual na Selic em junho. Depois disso, operadores já veem chance maior de pausa no ciclo de afrouxamento, refletindo as incertezas geopolíticas e fiscais.

O que muda para o investidor iniciante

  • Rentabilidade real atrativa: com inflação corrente abaixo de 4% ao ano, um prefixado de 14% garante ganho real elevado se o IPCA ficar comportado.
  • Proteção ao CDI: quem prefere acompanhar futuros movimentos da Selic pode optar por papéis que pagam mais de 100% do CDI.
  • Prazo conta: títulos curtos de 12 meses oferecem flexibilidade, mas rendimentos maiores costumam aparecer em vencimentos mais longos.
  • Risco de crédito: embora amparados pelo FGC, CDBs, LCIs e LCAs continuam sujeitos à solidez do emissor. Diversificar instituições reduz concentração de risco.

Por que as taxas continuam elevadas?

A combinação de Selic ainda em dois dígitos, incertezas externas e prêmio de risco fiscal mantém os bancos pagando juros altos para captar recursos. Enquanto o Banco Central não sinalizar um ciclo de cortes mais agressivo, é provável que a renda fixa tradicional siga oferecendo retornos historicamente elevados.

Para o investidor que está começando, entender a dinâmica entre Selic, CDI e inflação ajuda a escolher o tipo de título mais alinhado ao seu horizonte de tempo e ao seu perfil de risco. Ainda que as taxas pareçam atraentes, a decisão deve considerar objetivos, reserva de emergência e limites do FGC.

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