O cacau viveu em 2024 o maior rali de preços da história recente. A tonelada saltou de menos de US$ 4 mil para o recorde de US$ 12 mil em abril daquele ano, refletindo problemas climáticos na África Ocidental, região responsável por cerca de 60% da oferta global. Desde então, a cotação retornou ao patamar anterior, abaixo de US$ 4 mil, mas o alívio ainda não chegou às gôndolas brasileiras: na Páscoa de 2025, o preço dos chocolates estava 24,9% acima do registrado um ano antes, segundo o IPCA-15.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) mostram leve alta de 0,99% na produção nacional, de 806 mil para 814 mil toneladas. Já as moageiras registraram queda de 14,6% no processamento, sinal de que o setor usou menos cacau após o choque de preços.
Executivos ouvidos pela indústria veem menor chance de retorno a US$ 12 mil, mas também não apostam em quedas imediatas na prateleira. “Os preços subiram de elevador e vão descer de escada”, resumiu um moageiro. A avaliação é que a volatilidade persiste e mudanças climáticas podem voltar a apertar a oferta.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Para o consumidor – e para o investidor que monitora o setor de alimentos – o recado é paciência: o cacau já ficou mais barato, mas o chocolate ainda terá algumas estações até refletir integralmente essa nova realidade.
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