O governo dos Estados Unidos e autoridades iranianas informaram que um memorando de entendimento para encerrar a guerra iniciada em fevereiro está praticamente fechado. O texto em discussão prevê a reabertura do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo — e a suspensão de parte das sanções que hoje limitam a venda do óleo iraniano.
O estreito conecta o Golfo Pérsico ao oceano e é a principal via de exportação de petróleo da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Iraque e do próprio Irã. Desde o bloqueio, a oferta global se restringiu, pressionando os preços do barril e, em cadeia, custos de combustíveis, fretes e alimentos.
Para investidores, as cotações do Brent e do WTI afetam:
Fontes ligadas às negociações detalham um roteiro em três fases:
O texto ainda precisa passar pelo Conselho de Segurança do Irã e, depois, pelo aiatolá Mojtaba Khamenei. Washington, por sua vez, discute detalhes finais com aliados do Oriente Médio e com Israel.
Mesmo sem assinatura, o sinal de avanço costuma trazer volatilidade aos preços do petróleo e ao câmbio. Um eventual acordo tende a:
Imagem: Getty s
Analistas ouvidos por agências internacionais lembram, porém, que o fluxo pleno de petróleo só deve voltar ao patamar pré-guerra em 2027, segundo estimativa da estatal dos Emirados Árabes (ADNOC). Ou seja, qualquer alívio de preços pode ser gradual.
Para o investidor iniciante, vale acompanhar o comportamento do barril Brent, do dólar e dos índices de inflação. Mudanças nesses indicadores repercutem em aplicações de renda fixa atreladas ao IPCA, no Tesouro Direto e em papéis de empresas do setor de energia.
Ainda que o memorando seja confirmado, a materialização dos benefícios dependerá do cronograma de implementação e da capacidade de todos os envolvidos cumprirem as cláusulas acordadas.
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