A BitMine, liderada pelo gestor Tom Lee, enfrenta perdas não realizadas de aproximadamente US$ 7,35 bilhões em seu estoque de 5,28 milhões de ethers (ETH). O montante equivale a 4,37% de toda a oferta da rede Ethereum.
O plano de acumular ETH começou em julho de 2025, logo após a companhia levantar US$ 250 milhões numa colocação privada. Desde então, a BitMine comprou mais moedas mesmo durante a queda de 57% que levou o preço do ativo do pico de US$ 4.955, em outubro de 2025, ao patamar atual, pouco acima de US$ 2.100.
A estratégia de Tom Lee é alcançar 5% do fornecimento total da criptomoeda até dezembro de 2026. Em maio, a empresa sinalizou que deve reduzir o ritmo das compras, mas não interrompê-las.
Analistas destacam a formação de um rising wedge — figura gráfica de reversão de tendência que costuma indicar perda de força compradora. Se a cunha for rompida para baixo, o alvo projetado fica em torno de US$ 1.600, cerca de 25% abaixo do preço atual.
Tamanha volatilidade deixa claro como movimentos bruscos de preço podem afetar grandes posições, mesmo de empresas capitalizadas. Para quem está começando:
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
O desenrolar dos próximos meses dependerá tanto do padrão gráfico quanto de fatores macroeconômicos, como a trajetória dos juros nos Estados Unidos e a força do dólar – variáveis que costumam influenciar o apetite de fundos internacionais por criptoativos.
Por ora, a BitMine sustenta o plano de longo prazo, mesmo com a marca bilionária de perdas no curto prazo.
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