Guzman y Gomez Mexican Kitchen, rede australiana de fast-casual mexicano, decidiu encerrar definitivamente suas oito lojas nos Estados Unidos e concentrar recursos na expansão na Austrália. O anúncio foi feito em 22 de maio e surpreendeu o mercado: poucas semanas antes, a companhia ainda falava em crescimento no país.
Com a decisão, os papéis da companhia listados na Australian Securities Exchange (ASX: GYG) saltaram de 18,05 para 21,10 dólares australianos. Analistas do RBC Capital Markets avaliaram que o fechamento retira um negócio de “baixas perspectivas” e deve aliviar os resultados futuros.
Sem os EUA, a companhia pretende chegar a 1 000 restaurantes na Austrália e reforçar operações em Cingapura e Japão. O objetivo é elevar o EBITDA de rede a 10% das vendas, meta considerada mais tangível ao concentrar capital no mercado doméstico.
Nos Estados Unidos, os juros elevados do Federal Reserve encarecem crédito para consumo e para franquias, enquanto a renda disponível das famílias desacelera. Cenário semelhante já foi visto em ciclos anteriores: unidades de menor escala ou sem marca consolidada são as primeiras a fechar.
Imagem: Eric Mack FOXBusiness
No Brasil, expectativas de queda gradual da Selic ao longo do ano podem favorecer empresas de alimentação listadas na B3, mas a inflação de alimentos — que pesa no IPCA — segue como variável crítica.
Com a despedida dos EUA, Guzman y Gomez ganha fôlego em casa, enquanto o investidor recebe um lembrete claro: expansão internacional exige caixa robusto, paciência — e um timing de mercado favorável.
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