![Justiça paulista mantém família Paolucci em execução milionária e acende alerta sobre blindagem patrimonial 4 [Mercado Financeiro] Justiça paulista mantém família Paolucci em execução milionária e acende alerta sobre blindagem patrimonial](https://mlxc2yjmu1wd.i.optimole.com/cb:wiKO.35e/w:1024/h:683/q:mauto/f:best/https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/05/traderiniciante-1780014437.jpg)
A 23ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, por decisão unânime em 13 de maio, a inclusão do empresário Abelardo Paolucci e de seus filhos — entre eles Mickael Paolucci, fundador do Grupo Multiplica — na execução de uma dívida confessada em 2014. O débito é apontado no processo em R$ 5,5 milhões, mas o credor Carlos Alberto Guelfi sustenta que o valor atualizado chegaria a cerca de R$ 20 milhões.
Em 2014, Abelardo Paolucci assinou um documento reconhecendo a obrigação de pagar a Guelfi. Quando o devedor não quita o valor, o credor pode ingressar com ação de execução, que permite penhorar bens. Se não forem encontrados ativos no nome do devedor, o juiz pode investigar possíveis manobras para esconder patrimônio — a chamada fraude à execução.
Parte dos imóveis foi parar na Rubi Participações, cujo único sócio é o Fundo Tanzanita. Dados enviados à Comissão de Valores Mobiliários mostram que, em abril de 2026, o fundo tinha patrimônio líquido de R$ 44,3 milhões, com mais de 99 % alocados em ações da Rubi. A corte entendeu que a cessão de quotas da Rubi ao fundo, ocorrida depois de iniciado o processo de cobrança, reforça a tentativa de afastar bens do alcance judicial.
A defesa da família afirma que todas as operações têm lastro contábil e jurídico, contesta a origem da dívida e promete recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Enquanto isso, a execução segue em curso.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Com a Selic ainda em patamar de dois dígitos, o custo do crédito permanece alto. Isso pressiona empresas endividadas e aumenta litígios por inadimplência. Para o investidor que aplica em renda fixa privada, fundos de crédito ou em ações de companhias altamente alavancadas, o risco de processos de execução parecidos é um fator adicional a monitorar.
O caso Paolucci ilustra como a tentativa de proteger patrimônio pode gerar repercussões judiciais extensas e afetar veículos de investimento vinculados ao grupo familiar. O desfecho nos tribunais superiores será acompanhado de perto por credores, gestores e analistas de governança corporativa.
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