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Quase uma dúzia de candidatos a cargos no Congresso dos Estados Unidos avançou para as eleições de novembro depois de receber apoio financeiro de comitês de ação política (PACs) ligados à indústria de criptoativos. Segundo registros da Comissão Eleitoral Federal (FEC), os PACs Protect Progress e Defend American Jobs desembolsaram cerca de US$ 3,5 milhões em campanhas de mídia nas primárias realizadas na terça-feira (3).
Esses candidatos são, em geral, favoráveis a criar regras claras para o setor de ativos digitais ou já votaram em propostas consideradas “pró-cripto”, como o projeto GENIUS Act.
PAC é a sigla em inglês para Political Action Committee, entidade que arrecada recursos privados para apoiar candidatos ou causas específicas. Nos EUA, os PACs não podem coordenar diretamente estratégias com as campanhas, mas podem comprar anúncios de forma independente.
No caso dos grupos mencionados, há ligação com o Fairshake, super-PAC que, em janeiro, declarou ter um caixa de US$ 193 milhões. Os principais doadores são a corretora Coinbase e a empresa de pagamentos Ripple Labs.
O Congresso norte-americano tem papel decisivo na definição de regras que repercutem em todo o mercado global de criptomoedas. Caso avance uma agenda mais favorável à indústria, tende a haver:
Para quem investe em exchanges locais, fundos de índice (ETFs) ou no Tesouro Direto atrelado à inflação, entender o cenário regulatório externo ajuda a avaliar riscos cambiais e de mercado. Movimentos políticos que atraiam capitais para ativos de risco nos EUA podem, por exemplo, pressionar o dólar e alterar expectativas sobre a Selic.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Segundo novos registros na FEC, o Protect Progress já gastou US$ 3,1 milhões para apoiar o democrata Adrian Boafo na primária de 23 de junho, no 5º distrito de Maryland. O estado será, portanto, o próximo teste para medir a influência do dinheiro cripto no processo eleitoral.
Paralelamente, executivos de entidades como Uniswap Labs, Solana Policy Institute e DeFi Education Fund anunciaram o Defend Developers, híbrido de PAC que pretende defender legisladores favoráveis a desenvolvedores de software descentralizado. Até o fechamento desta matéria não havia dados financeiros disponíveis.
Embora ainda seja cedo para prever impactos concretos, o resultado das primárias sinaliza que a indústria de criptoativos intensificará seu lobby até as eleições gerais. O investidor brasileiro, portanto, ganha mais um fator político internacional a monitorar na hora de avaliar cenários de juros, câmbio e alocação de carteira.
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