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A Verde Asset, casa liderada por Luis Stuhlberger, encerrou em maio toda a exposição ao real e reforçou a mensagem de que o “excepcionalismo americano” voltou a pressionar moedas de países emergentes.
A gestora lista três fatores que recolocaram os Estados Unidos no centro das carteiras globais:
Com o dólar ganhando tração, moedas de países emergentes tendem a perder espaço. Para a Verde, o custo de manter posição cambial em real deixou de compensar o risco.
Internamente, o governo seguiu anunciando gastos parafiscais com viés eleitoral, enquanto a economia opera com desemprego em mínimas históricas. Esse duplo estímulo — fiscal e de atividade — levou o mercado a precificar até elevações da Selic, movimento que a Verde considera exagerado, mas suficiente para evitar posições direcionais em juros.
Para o investidor iniciante, vale acompanhar como cada novo pacote de gastos pode adiar cortes de juros ou mesmo reacender discussões sobre alta da taxa básica, o que afeta desde o rendimento do Tesouro Selic até o custo de financiamento das empresas listadas.
Apesar da queda de 7,22% do Ibovespa em maio — maior correção mensal desde outubro de 2023 — a gestora manteve exposição em ações locais. O foco está em estruturas que remuneram movimentos bruscos de mercado, estratégia chamada de “comprar convexidade”.
Imagem: Seu Dinheiro
No curto prazo, saídas de capital estrangeiro podem aumentar a volatilidade, mas também criar janelas de preço que fundos macro buscam capturar. Para quem investe via fundos ou ETFs, entender esses ciclos ajuda a calibrar expectativas de retorno e risco.
O fundo Verde fechou o mês com ganho de 0,33%, abaixo dos 1,07% do CDI. No acumulado do ano, porém, segue à frente: 7,76% contra 5,66% do CDI. Os principais contribuintes positivos foram renda variável global e crédito, enquanto ações brasileiras, ouro e proteção em crédito saudita pesaram negativamente.
A movimentação da Verde mostra como fundos macro redesenham carteiras diante de mudanças rápidas no cenário global. Para quem acompanha de fora, entender os motivos da gestora ajuda a enxergar a relação entre política monetária dos EUA, câmbio e preços de ativos brasileiros.
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