Bolsas da Ásia batem novos recordes em Tóquio e Seul com alívio geopolítico e ânimo por IA

Ricardo AlmeidaRicardo AlmeidaAções8 horas atrás11 Visualizações

As principais bolsas asiáticas encerraram a segunda-feira em alta, impulsionadas por sinais de distensão entre Estados Unidos e Irã e pelo entusiasmo contínuo com empresas ligadas à inteligência artificial.

Recordes em Tóquio e Seul

  • Nikkei 225: +1,55%, a 72.353,96 pontos (máxima histórica)
  • Kospi: +0,69%, a 9.114,55 pontos (máxima histórica)

O rali foi alimentado por gigantes de tecnologia asiática. No Japão, SoftBank Group subiu 1,87% e Tokyo Electron avançou 3,24%. Na Coreia do Sul, SK Hynix saltou 5,61%, refletindo a demanda global por chips usados em soluções de IA.

Alívio geopolítico pressiona o petróleo

Uma nova rodada de conversas entre Washington e Teerã, mediada por Catar e Paquistão, terminou com “progressos encorajadores”, segundo negociadores. A notícia reduziu o prêmio de risco no petróleo: o Brent caía cerca de 1,5%, para abaixo de US$ 79 o barril no fim da madrugada.

Para o investidor, petróleo mais baixo costuma aliviar pressões inflacionárias globais. No Brasil, isso pode influenciar as expectativas para o IPCA e, indiretamente, as apostas sobre o rumo da Selic nos próximos meses.

China mantém juros; mercados locais reagem bem

  • Shanghai Composto: +1,78%
  • Shenzhen Composto: +1,70%
  • Taiex (Taiwan): +2,75%

O Banco do Povo da China decidiu deixar inalteradas as suas principais taxas. A medida foi interpretada como sinal de estabilidade, o que sustentou os índices mesmo após o feriado prolongado.

Exceção em Hong Kong e recuo na Austrália

  • Hang Seng: –0,65%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): –0,14%

Hong Kong devolveu parte dos ganhos recentes, enquanto Sydney foi pressionada por ajustes de carteira após forte sequência de altas.

O que muda para o investidor brasileiro

• Um ambiente internacional mais propenso ao risco tende a favorecer ativos de países emergentes, incluindo ações na B3 e títulos do Tesouro Direto indexados à inflação.

• A queda do petróleo, se confirmada, pode reduzir pressões sobre o dólar e sobre a inflação interna, influenciando expectativas para a Selic.

• Empresas brasileiras expostas a IA — ainda em estágio inicial — podem atrair atenção, mas volatilidade segue alta nesse segmento.

Como sempre, acompanhar a evolução das negociações EUA-Irã e o comportamento do petróleo ajuda a entender possíveis ajustes de preço nas próximas sessões.

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