Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam a quarta-feira (20) em baixa por toda a extensão da curva de juros. O movimento refletiu o avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e a consequente queda de mais de 5% no preço do petróleo Brent, fatores que reduziram a percepção global de risco.
Quedas simultâneas em prazos curtos, médios e longos indicam revisão nas expectativas de juros futuros, ainda que as taxas permaneçam acima de 13% ao ano, nível elevado em termos históricos.
Os contratos de DI são referência para o CDI, taxa que remunera aplicações pós-fixadas como CDBs, fundos DI e Tesouro Selic. Quando a curva cai:
Para o investidor iniciante, a principal mensagem é que oscilações geopolíticas podem afetar diretamente expectativas de juros mesmo sem mudanças imediatas na taxa Selic, definida pelo Banco Central.
Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro também recuaram:
Imagem: Liliane de Lima
Treasure yields mais baixos reduzem a atratividade relativa dos ativos americanos e abrem espaço para fluxos em direção a mercados emergentes, reforçando o alívio sobre a curva brasileira.
Apesar da queda de hoje, as taxas de DI continuam precificando juros domésticos altos. Qualquer mudança consistente dependerá:
Enquanto isso, investidores devem acompanhar a volatilidade típica de ambientes politicamente sensíveis, lembrando que movimentos de curto prazo na curva de juros podem afetar tanto a renda fixa quanto a Bolsa.
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