![ICMS sobre fretes soma R$ 14,2 bi em dois anos e revela peso da carga tributária na logística 4 [Mercado Financeiro] ICMS sobre fretes soma R$ 14,2 bi em dois anos e revela peso da carga tributária na logística](https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/06/traderiniciante-1782317900.jpg)
O setor de transportes desembolsou R$ 14,2 bilhões em ICMS entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2025, segundo análise da Qive, plataforma de gestão de contas a pagar que avaliou 194,2 milhões de CTes (Conhecimentos de Transporte Eletrônico) emitidos no período.
*A plataforma não detalhou se o volume total está em quilos ou toneladas; o dado foi reproduzido como publicado.
O ICMS é o principal tributo estadual que incide sobre circulação de mercadorias e serviços, incluindo o transporte de cargas. Cada estado define sua alíquota, que pode variar conforme origem, destino, tipo de produto e regime especial de tributação.
Na prática, o imposto compõe o preço final do frete e, por consequência, pode ser repassado ao consumidor em forma de produtos mais caros. Para companhias com margens apertadas, como boa parte do varejo, esse custo fiscal reduz espaço para investimentos ou promoções.
O estudo destaca a natureza “à vista” dos pagamentos no transporte. Enquanto muitos negócios B2B trabalham com prazos longos, o frete costuma ser quitado em poucos dias, reduzindo a janela para corrigir erros fiscais no CTe. Um documento mal preenchido significa imposto recolhido a maior e fluxo de caixa comprometido.
No varejo, o alto volume de notas e o baixo ticket médio elevam a probabilidade de inconsistências. Já no agronegócio e na energia, menos viagens de valor mais alto concentram a atenção em cada lançamento contábil.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
São Paulo foi origem de 56,6% dos CTes analisados (6,9 milhões de documentos). A predominância deve-se ao cinturão logístico formado por Cajamar, Guarulhos, Barueri e Sumaré, polos que reúnem centros de distribuição de grandes varejistas e indústrias.
Para investidores, a informação reforça por que operadoras de galpões logísticos e companhias de infraestrutura rodoviária no Sudeste recebem atenção especial do mercado.
O mapeamento da Qive oferece um retrato de quanto o imposto estadual pesa na cadeia logística brasileira e serve de termômetro para empresas que buscam eficiência tributária em um ambiente de custos ainda elevados.
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