
A B3 anunciou em 7 de agosto de 2026 o lançamento do Índice Small Cap Smart Rebal B3 (SCSR), indicador que acompanha o desempenho médio das cotações de ações de empresas de menor valor de mercado listadas na bolsa brasileira.
O diferencial do novo índice está na forma de atualização da carteira. De acordo com a B3, os ajustes serão realizados gradualmente, ao longo de rebalanceamentos consecutivos, em vez de ocorrerem de uma só vez. O SCSR também já foi lançado com vínculo ao ETF XCAP11, da XP.
Para ser incluído no SCSR, o ativo precisa cumprir critérios relacionados ao tamanho da empresa, à liquidez e à presença nos pregões. A ação deve estar fora do grupo de companhias que representa 85% do valor de mercado de todas as empresas listadas no mercado à vista.
Além disso, o ativo precisa fazer parte do conjunto elegível que, nas três carteiras anteriores, tenha acumulado 99% do índice de negociabilidade. Também é exigida presença mínima de 95% nos pregões durante esse período.
Outro requisito é não ser classificado como penny stock. A B3 define esse grupo como o das ações negociadas por menos de R$ 1.
Segundo Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3, o índice foi criado para acompanhar small caps com menos movimentações na carteira durante os rebalanceamentos.
“Criamos um índice que acompanha as small caps com menos movimentações na carteira durante os rebalanceamentos. Isso traz mais previsibilidade para gestores e investidores e pode facilitar o desenvolvimento de fundos e ETFs ligados ao indicador”, afirmou Scheidt em nota.
Na prática, o SCSR passa a funcionar como uma referência para ações de menor valor de mercado que atendam aos critérios definidos pela B3. A bolsa também informou que o indicador já está associado ao ETF XCAP11, da XP.
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