
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentraram o último bloco do debate presidencial da Globo, no domingo (23), em ataques pessoais, acusações de corrupção e cobranças sobre patrimônio. As discussões sobre propostas de governo ficaram em segundo plano, enquanto os candidatos trocaram alegações sobre supostos favorecimentos e relações com empresários ligados ao Banco Master.
Economia e segurança ganharam espaço nas considerações finais. Lula rebateu críticas aos gastos públicos e defendeu sua experiência para continuar na Presidência. Flávio prometeu recuperar o poder de compra, reduzir o endividamento das famílias e combater o crime organizado.
Os bens pessoais e familiares dos candidatos estiveram entre os focos do confronto. Flávio questionou imóveis e declarações patrimoniais relacionados a familiares de Lula, além de cobrar explicações sobre bens atribuídos a pessoas próximas ao presidente.
Em resposta, Lula propôs que os dois tornassem públicos seus dados patrimoniais e bancários para que fossem analisados pelos órgãos competentes. O presidente também acusou o senador de manter relações com empresários investigados e afirmou que ele evitava responder diretamente aos questionamentos apresentados.
Flávio, por sua vez, insistiu nas cobranças sobre patrimônio e sobre supostos sigilos mantidos pelo governo. Entre os pontos citados estavam os gastos do cartão corporativo e registros relacionados ao Palácio da Alvorada.
Ao mencionar o Banco Master, Flávio fez referências a investigações, fundos de investimento e relações entre empresários e integrantes da atual administração federal. O senador também questionou supostas ligações do presidente com empresários, presentes recebidos e movimentações financeiras associadas a pessoas próximas ao governo.
Lula sustentou que empresários ligados ao banco teriam mantido proximidade com integrantes do bolsonarismo. Também acusou o adversário de divulgar informações falsas para não responder às cobranças feitas na abertura do bloco.
O questionamento inicial de Lula tratava de uma denúncia envolvendo uma área disputada por um jogador da seleção brasileira. O presidente levantou a suspeita de que aliados de Flávio teriam atuado junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Segundo a alegação do petista, pessoas ligadas ao candidato do PL teriam recebido tratamento privilegiado em um processo administrativo. Lula cobrou explicações sobre a atuação de um ex-dirigente da secretaria.
Flávio negou participação no caso, declarou que a questão já havia sido analisada pela Justiça e acusou Lula de apresentar acusações sem provas.
Ao pedir votos, Lula destacou sua trajetória pessoal e política, defendeu a democracia e afirmou ter experiência para seguir governando o país. O presidente também contestou críticas sobre gastos públicos e voltou a acusar Flávio de recorrer a mentiras durante o debate.
Na mensagem de encerramento, Flávio apresentou três promessas centrais: recuperar o poder de compra da população, combater o crime organizado e ampliar a sensação de segurança nas cidades. O candidato do PL afirmou que pretende endurecer o enfrentamento às facções criminosas, diminuir o endividamento das famílias e restaurar a confiança dos brasileiros na economia.
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