
Os saques em reais (BRL) e as negociações internas da Binance Brasil permaneceram disponíveis durante a manutenção emergencial causada por um incidente de segurança na operação global da corretora. A confirmação foi feita por um porta-voz no domingo, 1º de novembro de 2026, quando a plataforma iniciou a retomada gradual das retiradas de criptomoedas.
No intervalo entre 6h e 15h30 UTC daquele domingo, a Binance processou US$ 4,649 bilhões em saques de criptoativos e recebeu US$ 1,01 bilhão em depósitos. A diferença representou uma saída líquida de aproximadamente US$ 3,64 bilhões, segundo o balanço divulgado pela empresa.
Para os clientes brasileiros, a distinção entre os serviços foi central: a suspensão iniciada na sexta-feira, 30 de outubro, atingiu somente as retiradas de ativos virtuais. Os demais serviços locais continuaram funcionando, informou a BBrasil SPSAV LTDA., pessoa jurídica que atende os usuários no país, em posicionamento publicado no X naquela sexta-feira.
A Binance, apresentada como a maior corretora do mundo, manteve comunicação com os clientes brasileiros durante o incidente. Na nota aos usuários, a operação local afirmou cumprir todas as exigências de segregação patrimonial do Banco Central do Brasil, com separação contábil dos recursos para proteger os saldos dos clientes.
A BBrasil SPSAV também declarou que mantém os criptoativos dos usuários em cold wallets, ou carteiras frias, desconectadas da internet. Segundo a empresa, essa estrutura acrescenta uma camada de segurança à custódia dos ativos.

No comunicado de sexta-feira, a companhia classificou a interrupção dos saques de criptomoedas como uma medida preventiva, mantida enquanto realizava uma verificação minuciosa de segurança. A restrição não se estendeu aos saques em moeda brasileira.
A reabertura das transferências em blockchain começou às 6h UTC de 1º de novembro. Às 12h36 UTC, estavam restabelecidos os saques para todas as 15 redes e os ativos incluídos na fase inicial. A retomada, portanto, ainda não abrangia todas as redes e todos os ativos da plataforma.
Os gráficos divulgados pela corretora, organizados em intervalos de 30 minutos, mostraram os seguintes picos no período acompanhado:
De acordo com a Binance, o volume de saques diminuiu depois do pico inicial e estava se estabilizando conforme o esperado, enquanto os depósitos continuavam substanciais. A empresa também afirmou que as condições de mercado estavam estáveis.

No comunicado de domingo, a Binance relacionou a saída líquida de aproximadamente US$ 3,64 bilhões a 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos totais sob gestão, identificados pela sigla AUM. A base dessa comparação eram os dados de Prova de Reservas (PoR) disponíveis em 28 de outubro de 2026.
Para apresentar uma posição atualizada dos saldos após o episódio, a equipe informou ter realizado uma nova captura dos dados à 0h UTC de sábado, 31 de outubro, e iniciado o cálculo de prova de conhecimento zero, identificado pela sigla ZKP. A publicação do novo relatório no site de Prova de Reservas estava prevista para segunda-feira, 2 de novembro.
A corretora declarou que continuava testando rigorosamente as redes e os ativos restantes. Também afirmou reconhecer a importância do acesso seguro e confiável aos fundos, agradeceu a paciência e o apoio dos usuários e disse que divulgaria os detalhes da próxima fase de reabertura assim que possível.
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