O planejador patrimonial Michael Viriato afirmou, em coluna publicada no blog De Grão em Grão, da Folha de S.Paulo, que postergar decisões sobre poupança, investimentos e proteção patrimonial tende a exigir aportes maiores no futuro para atingir os mesmos resultados.
Viriato comparou o adiamento de escolhas financeiras a um vazamento doméstico quase imperceptível: “por não causar transtorno imediato, o problema é ignorado até que o prejuízo se torne grande”. Segundo ele, a maior parte dos danos financeiros não surge de eventos isolados, mas de pequenas providências deixadas para depois.
O especialista lembrou que muitas pessoas conhecem sua situação — quanto ganham, gastam e economizam —, mas não avançam para o próximo passo: avaliar as consequências de manter tudo como está. Entre os riscos citados estão:
Para ilustrar esse comportamento, o colunista recorreu ao método comercial SPIN, que envolve compreender a situação, reconhecer o problema, analisar implicações e, só então, agir. “Muitos param nas duas primeiras etapas porque o desconforto ainda é pequeno”, escreveu.
Viriato destacou que o fator tempo trabalha a favor de quem inicia cedo. Um investidor que adia o primeiro aporte por dez anos, exemplificou, precisa aplicar quantia significativamente maior para buscar o mesmo montante no futuro.
Imagem: redir.folha.com.br
O articulista defendeu que temas como aposentadoria, sucessão e seguro não devem ser tratados como assuntos distantes ou restritos a grandes fortunas. “Eles não oferecem recompensa imediata, mas garantem liberdade mais adiante”, afirmou.
Para Viriato, a pergunta central na gestão do dinheiro não é o rendimento de um investimento, mas o custo de continuar prorrogando decisões essenciais.
Michael Viriato é sócio-fundador da Casa do Investidor e escreve regularmente sobre educação financeira no blog De Grão em Grão.