![Alta nos DIs reforça aposta de fim dos cortes na Selic e leva juros futuros ao maior nível em 14 meses 4 [Ações] Alta nos DIs reforça aposta de fim dos cortes na Selic e leva juros futuros ao maior nível em 14 meses](https://mlxc2yjmu1wd.i.optimole.com/cb:TRK9.426/w:1280/h:680/q:mauto/f:best/https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/06/traderiniciante-1780764976.jpg)
As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sexta-feira (5) em forte alta. Nos vértices de médio e longo prazos, o salto chegou a 44 pontos-base, empurrando a curva ao nível mais elevado desde abril do ano passado.
No fim da tarde, 68% das negociações na B3 indicavam manutenção da Selic em 14,50% na próxima reunião do Copom, em 17 de junho. É a primeira vez desde março que a parada no ciclo de cortes volta a ser a aposta dominante.
A taxa para janeiro/2029 terminou a 14,810% (alta de 43,5 pts). Já o contrato para janeiro/2036 subiu para 14,695% (+34 pts). Mesmo o DI mais curto, para janeiro/2027, avançou 15,5 pts, fechando a 14,430% ao ano.
O gatilho veio de fora: o relatório de emprego norte-americano (payroll) mostrou criação de 172 mil vagas em maio, quase o dobro do consenso. Com isso, os rendimentos (yields) dos Treasuries saltaram — o título de dois anos foi a 4,147%, e o de dez anos, a 4,532%.
A ferramenta FedWatch passou a indicar 52,2% de chance de o Federal Reserve elevar o juro básico em outubro. A perspectiva de aperto no maior mercado de capitais do mundo pressiona moedas emergentes, como o real, e dificulta cortes adicionais da Selic.
Imagem: Liliane de Lima
A revisão feita hoje pelo Bank of America, que elevou a projeção da Selic de 13,25% para 14,25% ao fim de 2026, fortaleceu a percepção de que o afrouxamento monetário ficará em pausa prolongada.
No mercado de opções de Copom, a expectativa de corte de 0,25 ponto caiu de 71% para 53,1% desde terça (2), enquanto a aposta de estabilidade quase dobrou.
A combinação de dados robustos nos EUA, câmbio pressionado e inflação resistente trouxe de volta um cenário de juros elevados por mais tempo no Brasil. Para o investidor, o momento pede atenção redobrada ao impacto das taxas sobre diferentes classes de ativos.
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