Analistas escolhem fundos imobiliários com maior potencial para 2026; dividend yield médio projetado é de 11,8%

Estratégias de investimento2 dias atrás17 Visualizações

São Paulo – Relatório da Eleven Financial, somado a recomendações de outras casas de análise, indica quais fundos de investimento imobiliário (FIIs) podem se beneficiar da esperada queda dos juros em 2026. Os nomes apontados negociam, em média, a 0,89 vez o valor patrimonial e apresentam dividend yield projetado de 11,8% em 12 meses.

Multiestratégia ganha espaço

Com mandato mais flexível, os FIIs multiestratégia despontam entre as principais apostas. A Eleven destaca o MCRE11 (Mauá Capital Real Estate), hoje negociado com desconto e com possibilidade de vender ativos logísticos, destravando ganhos de capital. No mesmo segmento, BTHF11 (BTG Pactual Hedge Fund) é a escolha de Flávio Pires, analista do Santander, para o início de 2026. O fundo tem 58% do patrimônio líquido alocado em cotas de FIIs e pode turbinar a distribuição de rendimentos caso essas posições se valorizem.

Fundos de fundos (FOFs)

Entre os FOFs, Leonardo Veríssimo, da Eleven, aponta o JSAF11 (JS Ativos Financeiros), que combina forte exposição a FIIs de tijolo com elevado deságio na cota.

Volta do “tijolo” ao radar

A perspectiva de cortes na Selic recoloca os FIIs de tijolo no foco dos analistas:

  • XPML11 (XP Malls) – reconhecido pela qualidade dos shoppings e pela alavancagem equilibrada;
  • TEPP11 (Tellus Properties) – após reciclar parte do portfólio de escritórios, tende a elevar rendimentos;
  • HGLG11 (Patria Log) – citado pela Eleven pelo potencial de venda e renovação de ativos logísticos;
  • VILG11 (Vinci Logística) – mencionado por Pires graças à ocupação de 98% e à venda de quatro imóveis, operação que deve gerar ganho bruto de capital de R$ 93 milhões (R$ 6,22 por cota).

FIIs de recebíveis

Com possível captura de marcação a mercado, especialmente nos títulos atrelados ao IPCA, dois nomes recebem destaque:

Analistas escolhem fundos imobiliários com maior potencial para 2026; dividend yield médio projetado é de 11,8% - Imagem do artigo original

Imagem: infomoney.com.br

  • PCIP11 (Pátria Crédito Imobiliário) – negocia com deságio relevante frente ao valor patrimonial;
  • MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis Imobiliários) – carteira pulverizada de CRIs, garantias robustas e exposição a empreendimentos de escritórios e logística.

Desenvolvimento imobiliário

Embora exijam maior cautela devido à sensibilidade ao ciclo econômico, fundos de desenvolvimento também aparecem nas carteiras. O TGAR11 (TG Ativo Real) figura nas recomendações por reunir expressivo desconto e caixa suficiente para concluir os projetos em andamento.

Visão da XP Research

Marx Gonçalves, head de Fundos Listados da XP Research, prevê aumento da volatilidade em ano eleitoral e sugere carteiras diversificadas entre tijolo, papel, fiagros, infraestrutura e FOFs. Segundo a XP, os descontos médios são de 6,3% para FIIs de papel, 14,5% para tijolo e 17% para FOFs, alguns atingindo um desvio padrão abaixo da média histórica.

Para os analistas, a combinação de preços descontados, possível redução das taxas de juros e eventos de reciclagem de ativos cria um cenário favorável para os “queridinhos” listados capturarem valorização de cotas e manutenção de rendimentos ao longo de 2026.

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