Na ânsia de encontrar o “melhor investimento”, muitos investidores iniciantes dedicam tempo e energia a carteiras mais arriscadas, mas acabam subestimando o poder do hábito de poupar. Uma simulação apresentada pelo planejador financeiro Michael Viriato ilustra como os depósitos mensais são, na maior parte do tempo, o verdadeiro motor de acumulação de riqueza.
Para atingir o equivalente a R$ 1 milhão (em valores de hoje) daqui a duas décadas, o estudo parte de três premissas práticas:
Nesse cenário, cerca de 60% do patrimônio final vem dos próprios aportes e apenas 40% do retorno dos investimentos.
Tomado pelo desejo de acelerar ganhos, o investidor poderia elevar o risco da carteira para tentar uma rentabilidade real de 6% ao ano. Na prática seria algo próximo de IPCA + 7,7% bruto durante 20 anos, marca que superaria os principais índices de mercado – nos últimos 20 anos o CDI entregou aproximadamente IPCA + 4,26% ao ano.
Resultado: depois de duas décadas, o patrimônio ficaria apenas pouco mais de 10% maior. Ou seja, para ganhar relativamente pouco, o investidor precisaria conviver com maior volatilidade, estresse e risco de perdas.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Se, em vez de caçar esse 1 ponto percentual extra de retorno, a pessoa simplesmente aumentar o aporte em 10% – de R$ 2.500 para R$ 2.750 mensais – o volume acumulado ao fim do período será praticamente o mesmo daquele cenário agressivo. A diferença é que o investidor continua em ativos compatíveis com seu perfil e dorme melhor à noite.
Em resumo, a matemática patrimonial mostra que buscar retornos extraordinários pode parecer atraente, mas, na prática, a riqueza costuma nascer da simples – e pouco glamourosa – constância de poupar todos os meses.
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