
Os bancários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve na assembleia de segunda-feira, 21 de setembro de 2026. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 59,3% dos votos foram contrários ao encerramento da paralisação, iniciada em 10 de setembro.
O principal obstáculo ao acordo é a divisão dos custos do Saúde Caixa, plano de saúde dos trabalhadores do banco. A categoria se opõe a mudanças que aumentariam a parcela paga por empregados, aposentados e dependentes. Os sindicatos reivindicam uma contribuição maior da Caixa para o financiamento do plano.
Apesar da rejeição ao fim da greve, dirigentes sindicais destacaram avanços na proposta. Juvandia Moreira, presidente da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, avaliou como importante a ampliação da participação da Caixa de 6,5% para 9%. Segundo ela, essa mudança representa um aumento recorrente de cerca de R$ 900 milhões na contribuição do banco.
A dirigente sindical Luiza Hansen também defendeu a importância da proposta para a sustentabilidade do Saúde Caixa e para a proteção dos empregados da ativa, aposentados e pensionistas.
Entre os pontos alcançados na negociação, Hansen afirmou que foi retirada a cobrança por faixa etária, preservado o pacto intergeracional e ampliada significativamente a participação da Caixa no custeio do plano.
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