Bancos ainda testam inteligência artificial, mas ampliam gasto em tecnologia em 2026

Ricardo AlmeidaRicardo AlmeidaMercado Financeiro14 horas atrás33 Visualizações

Os bancos brasileiros já falam em inteligência artificial (IA) há alguns anos, mas a maior parte ainda não passou da fase de testes. De acordo com a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, 60% das instituições estão em estágio inicial de adoção — ou seja, experimentando casos de uso antes de escalar a ferramenta.

IA ganha espaço no orçamento, mas ainda falta escala

Cloud computing e inteligência artificial generativa (GenAI) aparecem como prioridade para 84% dos bancos. Mesmo assim, o desafio, segundo Sérgio Biagini, líder de setor bancário na Deloitte, é transformar experimentos em ganhos de eficiência e melhor experiência para o cliente. Em outras palavras, sair do laboratório e impactar a operação do dia a dia.

Para 2026, o orçamento total de tecnologia do sistema bancário deve chegar a R$ 50,4 bilhões, alta de quase 8% sobre os R$ 46,8 bilhões de 2025. No acumulado de cinco anos, os valores aplicados em TI cresceram 58%.

O que isso significa para o investidor?

  • Competitividade bancária: quem conseguir escalar IA tende a reduzir custos operacionais e melhorar margens, ponto que o mercado costuma precificar em bolsas.
  • Pressão por inovação: fintechs já nascem digitais; bancos tradicionais precisam acelerar para não perder participação, o que pode demandar mais investimentos no curto prazo.
  • Impacto em lucros: gastos maiores em TI podem afetar resultados trimestrais agora, mas o objetivo é aumentar eficiência no futuro. Investidores iniciantes devem acompanhar os balanços para ver se as despesas tecnológicas se convertem em receitas.

Transações cada vez mais digitais

A pesquisa mostra que 83% das operações bancárias no Brasil já ocorrem pelos canais digitais (mobile ou internet banking). Só o aplicativo no celular registrou alta de 169% em cinco anos, alcançando 187,5 bilhões de transações. Entre os usuários digitais, 76% concentram mais de 80% das movimentações em um único canal — os chamados heavy users.

Para o correntista, isso significa menos idas à agência e, potencialmente, tarifas menores à medida que o atendimento digital se consolida. Para o investidor, a digitalização massiva reforça a importância de avaliar a capacidade tecnológica dos bancos ao analisar ações do setor.

Próximos passos: de testes a maturidade

Com a combinação de orçamento crescente e demanda dos clientes por serviços rápidos e personalizados, o setor bancário entra em um novo ciclo de maturidade tecnológica. A expectativa é que, nos próximos anos, soluções de IA saiam do status de prova de conceito e passem a impactar diretamente crédito, prevenção a fraudes e atendimento.

Embora a adoção plena ainda não tenha data marcada, o movimento indica que a relação entre bancos, consumidores e investidores será cada vez mais influenciada pela capacidade de transformar dados em decisões automatizadas. Para quem acompanha o mercado, vale monitorar como cada instituição equilibra investimento, inovação e retorno financeiro.

Ferramentas úteis para investidores

Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Comentários Recentes

Trader Iniciante é um participante do Programa de Associados da Amazon.

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...