
O Banco Central do Brasil (BCB) divulgou na sexta-feira, 6 de novembro de 2026, uma relação de 120 CNPJs de empresas que solicitaram licença para atuar no mercado de criptomoedas no país. O conjunto reúne 46 pedidos para corretoras, 73 para intermediárias e um para custodiante. Uma solicitação foi negada; as demais continuam em exame.
Para quem utiliza esses serviços, a distinção central é que aparecer na relação de pedidos não significa ter autorização para funcionar. O registro indica a existência de uma solicitação, mas não substitui a aprovação final do Banco Central.
“Importante: a inclusão nesta relação não significa que a sociedade esteja autorizada pelo BC. O pedido pode estar em análise ou ter outra situação registrada pelo Banco Central”, informa a autoridade monetária.
O processo de regularização exige licenças oficiais de corretoras, intermediárias e custodiantes para operar no território nacional. A separação por categoria de atividade diferencia as obrigações legais e operacionais de cada instituição perante o Banco Central.
A única recusa registrada até a divulgação foi a da Higherway Tech Soluções Ltda., na categoria de intermediação. Assim, o total de 120 CNPJs inclui tanto as solicitações ainda em exame quanto esse pedido já negado.

A divulgação integra o avanço da estruturação do marco regulatório de criptoativos no Brasil, com a análise dos pedidos de empresas que buscam licença para continuar operando no país.
Entre os nomes apresentados na categoria de corretoras estão OKX, Ripio, Mercado Bitcoin, Foxbit, Kraken, KuCoin, Gate, MEXC, Kast e Ether.fi. A relação também inclui Nubank, Inter, Santander, Circle e Ripple, além de Brasil 8 (Bitcoin Brasil).
O grupo, portanto, não se restringe a empresas conhecidas pela negociação de criptomoedas: reúne também bancos, emissoras de cartões cripto e outros participantes do setor. Os pedidos dessa categoria permanecem sob análise do BCB.
Com 73 requerimentos, a categoria de intermediação de ativos concentra o maior número de pedidos. Binance e Coinbase estão entre as empresas dessa relação e não aparecem no grupo citado de pedidos para corretoras.

A diferença de enquadramento estaria relacionada ao alcance das licenças. A modalidade de corretora é descrita como voltada à intermediação e à custódia de criptomoedas. Já a de intermediária também permite administrar carteiras e realizar staking, entre outras atividades, mas sem custódia. Essa distinção é apresentada como possível motivo para a distribuição das empresas entre as categorias.
Na modalidade exclusiva de custodiante, a SRM Trust foi a única empresa a apresentar solicitação e continua aguardando a aprovação do Banco Central.
Além dos requerimentos, a página do BCB apresenta uma relação separada de instituições que já tiveram licenças aprovadas. Entre elas estão Itaú, BTG Pactual e Banco do Brasil.
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