Bitcoin caminha para fechar maio com queda de 3%, mas dados de atividade nos EUA podem mudar o humor

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas13 horas atrás7 Visualizações

O Bitcoin (BTC) passou o último fim de semana de maio oscilando em torno de US$ 73 mil, prestes a registrar queda mensal de cerca de 3%. Analistas acompanham a publicação, nos próximos dias, do índice PMI industrial dos Estados Unidos — indicador que mede o ritmo da atividade manufatureira e que pode redefinir o apetite por risco nos mercados.

Por que o PMI dos EUA importa para o preço do Bitcoin

O Purchasing Managers’ Index (PMI) é uma pesquisa com gerentes de compras de grandes indústrias. Leituras acima de 50 pontos indicam expansão; abaixo, retração. Quando o PMI surpreende positivamente, o mercado entende que a economia segue aquecida, o que tende a:

  • Impulsionar ações e outros ativos de risco, como criptomoedas, pela expectativa de maiores lucros corporativos.
  • Pressionar as apostas sobre a trajetória de juros do Federal Reserve, influenciando dólar, Treasuries e, indiretamente, o Bitcoin.

Em relatórios recentes, pesquisadores como Andre Dragosch, da Bitwise, lembraram que o BTC tem reagido a dados de crescimento global. Caso o PMI volte a sinalizar expansão, parte do mercado vê espaço para uma recuperação do preço.

Faixa de US$ 73 mil é o ponto-chave para o fechamento mensal

Segundo a plataforma CoinGlass, o BTC acumula recuo ligeiramente acima de 3% em maio. Para o analista conhecido como Rekt Capital, a moeda precisa fechar a semana acima de US$ 73 mil para confirmar no gráfico semanal um padrão de “W” (fundo duplo) iniciado em fevereiro. Caso contrário, pode persistir a pressão vendedora.

Outro operador, Daan Crypto Trades, vê o Bitcoin negociando em uma “faixa macro” entre US$ 60 mil e US$ 80 mil. Ele destaca que médias móveis importantes — usadas para identificar tendências de longo prazo — estão se aproximando do preço, o que costuma aumentar a disputa entre compradores e vendedores.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

O que o investidor iniciante deve observar

  • Volatilidade atrelada a dados econômicos: números fortes ou fracos nos EUA mexem com expectativas de juros globais e, por consequência, com criptoativos.
  • Fechamentos mensais: traders profissionais monitoram o valor de encerramento do candle mensal para confirmar ou negar tendências; níveis como US$ 73 mil ganham relevância.
  • Faixas de suporte e resistência: no curto prazo, projeções apontam a região entre US$ 60 mil e US$ 80 mil como provável corredor de negociação.

Como essa movimentação se conecta ao cenário macro

O mês foi marcado por novas máximas em bolsas norte-americanas, alívio em tensões geopolíticas e debates sobre cortes nos juros americanos. Mesmo assim, o Bitcoin não acompanhou totalmente o rali de ações. A diferença de desempenho reforça que, apesar da correlação histórica com ativos de risco, o BTC responde também a dinâmicas próprias — como fluxo de ETFs, mineração e eventos regulatórios.

Para quem investe pouco a pouco, a atualização de indicadores como PMI, inflação e política monetária segue fundamental para entender possíveis oscilações de preço. Afinal, mudanças na curva de juros costumam influenciar tanto a renda fixa tradicional (CDI, Tesouro Direto) quanto a atratividade relativa das criptomoedas.

Enquanto aguarda o dado industrial norte-americano, o mercado de BTC permanece em compasso de espera, testando a resiliência do suporte em US$ 73 mil.

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