Bitcoin reduz perda para 35% e histórico aponta 77% de chance de novo recorde em até 12 meses

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas23 horas atrás15 Visualizações

O Bitcoin (BTC) voltou a chamar atenção ao reduzir sua desvalorização em relação ao recorde histórico de US$ 126.200 para 35%. Em ciclos anteriores, movimentos semelhantes resultaram em novos topos dentro de 12 meses em sete das nove vezes registradas, segundo o economista de rede Timothy Peterson.

O que significa um drawdown de 35%?

No mercado, drawdown é a diferença percentual entre o preço mais alto já alcançado e o nível atual. Quando esse recuo diminui de 50% para 35%, como agora, parte dos investidores interpreta que a pressão vendedora perdeu força. Historicamente, foi nesses momentos que o Bitcoin retomou a tendência de alta e quebrou recordes em até um ano.

Probabilidade de 77% vem do histórico do ativo

  • Foram analisados nove episódios em que o Bitcoin saiu de um recuo de 50% para 35%.
  • Em sete deles — cerca de 77% — o preço superou o topo anterior nos 12 meses seguintes.
  • O exemplo mais recente ocorreu no fim de 2022: após cair mais de 70%, o BTC recuperou fôlego, atingiu recuo de 35% em dezembro de 2023 e estabeleceu novo recorde em março de 2024.

Indicador de mercado sugere alvo de US$ 160 mil

Matthew Sigel, chefe de pesquisa de ativos digitais da gestora VanEck, comparou o Bitcoin ao ouro usando o Buffett Indicator — a relação entre o valor do mercado acionário dos EUA e o PIB do país. Se o BTC voltar à mesma proporção de preço relativo ao ouro observada quando o indicador estava no nível atual, o ativo poderia alcançar US$ 160.000. Trata-se de uma estimativa baseada no comportamento de mercado, não de uma projeção garantida.

Por que o tema importa para o investidor iniciante?

Embora o histórico seja favorável, o Bitcoin continua volátil e sensível a fatores macroeconômicos, como:

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

  • Taxas de juros: Juros globais elevados costumam reduzir o apetite por ativos de risco, mas cortes podem favorecer a busca por retornos maiores.
  • Dólar e inflação: Movimentos na moeda norte-americana e nas expectativas inflacionárias podem aumentar a procura por instrumentos considerados escassos, como o BTC.
  • Geopolítica: Tensão internacional e incertezas fiscais frequentemente elevam a demanda por ativos descentralizados.

Entender esses pontos ajuda o investidor a dimensionar risco e tempo de exposição. A estatística de 77% é relevante, mas não elimina a possibilidade de cenários adversos.

Como isso repercute em outras classes de ativos?

  • Ações: Alta do BTC costuma estimular empresas ligadas ao setor de mineração ou de serviços cripto listadas em Bolsa.
  • Renda fixa: Caso os cortes de juros avancem, títulos indexados ao CDI podem perder atratividade relativa, favorecendo a migração parcial para ativos de risco.
  • Fundos de criptomoedas: Veículos que replicam o preço do Bitcoin podem captar mais recursos, mas continuam sujeitos às mesmas oscilações.

Para o investidor comum, acompanhar a evolução do drawdown, dos indicadores macro e das possíveis mudanças na política monetária ajuda a tomar decisões mais conscientes sobre alocação em criptoativos. Mesmo com a sinalização positiva, o mercado segue imprevisível e requer planejamento financeiro adequado.

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