Bitcoin fecha pior mês desde 2022; estatística aponta julho mais favorável, mas suporte segue em risco

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas12 minutos atrás10 Visualizações

O Bitcoin (BTC) encerra junho com a pior performance mensal desde a metade de 2022: queda de aproximadamente 18,5%, rondando o patamar psicológico de US$ 60 mil. A pressão vendedora colocou a maior criptomoeda abaixo da média móvel de 200 semanas, referência de longo prazo situada em torno de US$ 62.445.

Por que junho foi tão fraco?

Junho é, historicamente, um mês de retorno negativo para o Bitcoin — recuo médio de 1,4% desde 2013. Em 2026, a combinação de realização de lucros após a máxima anual e aumento das apostas em queda (shorts) ampliou o movimento. Para o investidor brasileiro, a desvalorização coincidiu com:

  • Reforço das expectativas de juros altos nos EUA, que costuma fortalecer o dólar e reduzir o apetite por ativos de risco.
  • Manutenção da Selic em patamar elevado, o que torna a renda fixa local mais atraente no curto prazo.

Julho costuma ser diferente

Os dados históricos jogam a favor de um alívio:

  • Desde 2013, o Bitcoin sobe em média 7,6% em julho.
  • Em anos de eleições intermediárias nos EUA, como 2026, a média sobe para 10,3%.
  • Mesmo em ciclos de baixa, a moeda avançou 20,9% em julho de 2018 e 16,8% em julho de 2022.

Analistas veem ainda um “magnet zone” de liquidez em torno de US$ 67.600 na Binance. Caso o preço volte a essa região, a liquidação de posições vendidas pode acelerar compras forçadas, fenômeno conhecido como short squeeze, potencialmente impulsionando o BTC até US$ 75 mil.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

O obstáculo técnico: média de 200 semanas

A perda definitiva da média de 200 semanas, que funcionava como suporte, aumentaria a probabilidade de queda até US$ 55 mil, alvo projetado por formações gráficas de bandeira de baixa. Para retomar o viés positivo, o ativo precisa reconquistar esse nível e, preferencialmente, superar US$ 62 mil com volume.

O que observar no Brasil

  • Câmbio: um dólar mais forte pressiona o preço do BTC em reais, mesmo se a cotação em dólares estabilizar.
  • Renda fixa: CDI e Tesouro Direto continuam oferecendo retornos nominais atraentes; a comparação pode reduzir o tamanho da alocação em cripto de investidores mais conservadores.
  • ETFs de cripto na B3: acompanham fielmente a cotação em dólares somada à variação cambial, elevando a volatilidade para quem investe via Bolsa brasileira.

Pontos de atenção

  • Volatilidade elevada é parte inerente do mercado de criptomoedas.
  • Estatísticas passadas não garantem comportamento futuro.
  • Risco ampliado caso o suporte de US$ 60 mil não se sustente nas próximas semanas.

Os próximos dias devem ser decisivos para definir se julho reproduzirá a média histórica de ganhos ou se o rompimento do suporte técnico abrirá espaço para novas mínimas. Investidores costumam acompanhar, além dos gráficos, indicadores macroeconômicos como inflação nos EUA, postura do Banco Central americano e fluxo cambial para calibrar expectativas.

Ferramentas úteis para investidores

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