Analistas veem espaço para Bitcoin recuar a US$ 60 mil em meio a incerteza macro nos EUA

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas22 horas atrás16 Visualizações

O Bitcoin (BTC) vem de uma queda de cerca de 40% desde o recorde histórico de US$ 126 mil, alcançado em outubro de 2025. No momento, a moeda é negociada em torno de US$ 75,8 mil, mas analistas já enxergam espaço para um novo recuo até a região de US$ 60 mil, antiga mínima de fevereiro deste ano.

Por que o suporte em US$ 75 mil era importante

Segundo o analista de mercado Michaël van de Poppe, o patamar entre US$ 75 mil e US$ 76 mil funcionava como uma “almofada” psicológica e técnica. A perda desse nível, registrada na última sexta-feira, aumenta a probabilidade de uma correção mais profunda.

  • Caso o BTC não volte rapidamente acima de US$ 76,6 mil, o cenário de novos topos fica comprometido.
  • Há múltiplas lacunas (“gaps”) nos futuros de Bitcoin negociados na CME, a maior delas acima de US$ 79 mil. Historicamente, o mercado costuma buscar essas brechas, mas não há garantia de que isso ocorra antes de uma nova queda.

Juros nos EUA e impacto no humor global

A discussão sobre os rumos da taxa de juros nos Estados Unidos ganhou força com a chegada de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve. O mercado ainda não tem clareza sobre quão agressiva será a política monetária, e essa indefinição costuma elevar a aversão ao risco — o que pressiona ativos voláteis como o Bitcoin.

Para o investidor brasileiro, o tema importa porque juros mais altos lá fora tendem a fortalecer o dólar e atrair capital para títulos norte-americanos, reduzindo o apetite global por criptoativos. Além disso, a combinação dólar forte e cenário interno ainda com a Selic em patamar elevado mantém a renda fixa local competitiva, o que pode diminuir o fluxo para ETFs e fundos de Bitcoin listados na B3.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

Sinais mistos na análise on-chain

  • Cerca de 71% do BTC em circulação está nas mãos de holders de longo prazo. Esse dado sugere resistência a quedas muito além de US$ 60 mil, pois há menos moedas disponíveis para venda rápida.
  • No mercado de apostas descentralizado Polymarket, as chances de o Bitcoin tocar US$ 55 mil em 2026 são de 51%, enquanto 31% apostam em US$ 45 mil.

Aspectos técnicos ainda pressionam

Embora o ativo tenha subido por 90 dias após o fundo de fevereiro — movimento inédito em bear markets anteriores, segundo o analista Matthew Hyland —, o BTC segue abaixo das médias móveis exponenciais (EMAs) de 200 e 365 dias, métricas vistas como suportes dinâmicos de longo prazo. Fechamentos abaixo da EMA de 50 dias reforçam o risco de consolidação prolongada.

O que observar daqui para frente

  • US$ 76,6 mil: retomada acima desse nível diminuiria a pressão vendedora de curto prazo.
  • US$ 60 mil: zona que pode atrair compradores, caso a correção se concretize.
  • Política monetária dos EUA: indicações sobre o ritmo de alta ou corte de juros devem influenciar diretamente o apetite por risco global.
  • Dólar x Real: variações cambiais impactam o retorno em reais dos investidores locais que aplicam em cripto.

Para o investidor iniciante, o recado central é que a volatilidade permanece elevada. Entender como juros, dólar e fluxos globais se conectam ao preço do Bitcoin ajuda a calibrar expectativas e a dimensionar o risco antes de qualquer decisão de alocação.

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