O preço do Bitcoin (BTC) voltou a ficar abaixo de US$ 80.000 na quinta-feira, 7 de maio de 2026, após enfrentar resistência na região de US$ 82.800 e tocar a mínima de US$ 79.800. Mesmo com a correção, os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista registraram entradas líquidas de US$ 1,105 bilhão na semana, o maior volume desde a terceira semana de janeiro.
A queda ocorreu em meio a uma divergência de baixa no índice de força relativa (RSI) nos gráficos de uma e quatro horas. Esse padrão se forma quando o preço marca topos mais altos enquanto o RSI perde força, sugerindo redução do ímpeto comprador.
Analistas apontam o abertura semanal em US$ 78.500 como primeiro ponto de sustentação. A principal faixa de suporte técnico vai de US$ 76.000 a US$ 78.000, coincidindo com uma lacuna de valor justo (FVG) diária e com a média móvel exponencial (MME) de 200 dias.
O trader conhecido como Jelle observa que o agrupamento das médias de 200 dias atua como resistência, enquanto indica US$ 78.000 como suporte inicial. Segundo ele, um novo teste dessa região poderia abrir espaço para o Bitcoin retomar o patamar de US$ 82.800.
Já o analista Killa XBT identifica um suporte mais profundo entre US$ 76.300 e US$ 74.700, caso a pressão vendedora persista. Para o curto prazo, o nível crucial a ser defendido pelos compradores permanece o abertura semanal em US$ 78.500.
Imagem: Trader Iniciante 2 (10)
De acordo com a plataforma SoSoValue, os ETFs de Bitcoin à vista somaram US$ 1,05 bilhão em entradas líquidas até quinta-feira, tendência que, se mantida, confirmará a maior captação semanal em quase quatro meses.
Dados da Swissblock indicam que o Bitcoin Risk Index recuou para perto de zero, enquanto os fluxos líquidos dos ETFs voltaram ao terreno positivo em cerca de 3.000 BTC. A empresa destaca que, historicamente, leituras de baixo risco costumam coincidir com acumulação próxima a faixas de suporte e sugerem que a demanda dos ETFs está absorvendo parte da pressão de venda.
Os analistas ressaltam que, embora o cenário técnico aponte para possível continuidade da correção, o forte ingresso de recursos nos ETFs pode limitar quedas adicionais no curto prazo.