![Bitcoin se segura acima de média-chave e analistas miram US$ 67 mil apesar de tensão geopolítica 4 [Criptomoedas] Bitcoin se segura acima de média-chave e analistas miram US$ 67 mil apesar de tensão geopolítica](https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Trader-Iniciante-2-17.webp)
O Bitcoin (BTC) inicia a última semana cheia de julho preservando a média móvel simples de 200 semanas — referência acompanhada por analistas para definir a tendência de longo prazo. A criptomoeda fechou o terceiro domingo consecutivo acima desse nível, hoje em torno de US$ 63.322, e renovou o otimismo de curto prazo, com projeções que chegam a US$ 67.000.
Depois do fechamento semanal, o BTC recuou para mínimas locais de US$ 63.700, mas rapidamente recuperou parte do terreno. O trader Jelle afirmou não se surpreender se o preço avançar para a faixa de US$ 65 mil–US$ 67 mil nos próximos dias.
Outro analista, Daan Crypto Trades, chama atenção para a média móvel exponencial de 200 semanas (200-EMA), hoje em US$ 68.521. Segundo ele, um rompimento consistente desse patamar poderia devolver força à tendência de alta. Até lá, o Bitcoin segue preso na “zona de congestão” entre US$ 60 mil e US$ 68 mil.
Para o investidor iniciante, médias de longo prazo atuam como termômetro de sentimento: ficar acima delas costuma indicar demanda resiliente; perdê-las sugere maior cautela.
No cenário macro, a escalada retórica entre Estados Unidos e Irã levou o barril do WTI para máximas de cinco semanas, acima de US$ 80, e o Brent superou US$ 90. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo global — reacendeu temores inflacionários.
Para investidores brasileiros, combustível mais caro costuma pressionar o dólar e potencialmente os índices de preços, o que pode influenciar decisões futuras do Banco Central sobre a Selic. Em períodos de maior incerteza, ativos de risco, como ações e cripto, tendem a ficar mais voláteis.
Dados da CryptoQuant mostram que a demanda spot — compras diretas de BTC — voltou a ficar negativa, saindo de –80 mil para quase –170 mil unidades em 30 dias. Apesar disso, os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram quatro dias de saldo positivo na semana passada, ajudando a estabilizar a cotação.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
O relatório alerta que o rali atual depende mais do mercado de derivativos, onde a cobertura de posições vendidas (short covering) tem reduzido a pressão de venda imediata. Caso falte apoio no mercado à vista, uma onda de liquidações pode ocorrer.
O indicador Puell Multiple, que compara a receita diária dos mineradores com sua média anual, marcou 0,87 em junho — o menor nível desde setembro de 2024 — e vem subindo este mês. Leitura baixa indica renda comprimida para os mineradores; a recente alta sugere que a pressão de venda desse grupo diminuiu.
Analistas lembram, porém, que os fundos de ciclo anteriores ocorreram em valores cada vez mais altos do Puell, o que dificulta identificar um “piso geracional” com base nesse indicador.
O Crypto Fear & Greed Index avançou para 29/100, maior patamar desde o início de junho, mas ainda dentro da zona de medo. A melhora coincide com o retorno dos fluxos positivos aos ETFs e com inflação norte-americana abaixo das expectativas.
Para quem está aprendendo a investir, vale acompanhar esses pontos e entender como eventos geopolíticos, dados de inflação e comportamento de grandes investidores se refletem no preço do Bitcoin e em outras classes de ativos.
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