Bitwise vê token HYPE subavaliado mesmo após alta de 77% no ano

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas8 horas atrás15 Visualizações

A gestora de criptoativos Bitwise apontou o token HYPE, da plataforma Hyperliquid, como o “ativo mais mal precificado” do mercado, ainda que tenha acumulado valorização de 77% em 2026. O comentário foi feito por Matt Hougan, diretor de investimentos da casa, em nota a clientes nesta terça-feira (20).

Por que o token pode estar mal precificado?

Segundo Hougan, o mercado enxerga a Hyperliquid apenas como uma bolsa de futuros perpétuos de criptomoedas — contratos que replicam a dinâmica dos futuros tradicionais, mas sem data de vencimento. Contudo, quase metade do volume atual da plataforma está ligada a ações tokenizadas, mercados de previsão e outros ativos fora do universo cripto. Para a Bitwise, isso coloca a Hyperliquid mais perto de um “super-app financeiro” do que de uma exchange restrita a moedas digitais.

A lógica da gestora é simples: se o projeto ganhar escala em diferentes classes de ativos, o token que serve de combustível para essas operações deveria refletir um valor mais alto do que o atribuído hoje.

ETF estreia em Wall Street

Para ampliar o acesso ao ativo, a Bitwise lançou na última sexta-feira um ETF de HYPE na Bolsa de Nova York. A suíça 21Shares inaugurou estrutura semelhante dias antes, mas captou apenas US$ 1,2 milhão em seu início — volume considerado modesto em comparação com a chegada de outros ETFs de altcoins.

Nos Estados Unidos, a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) tem sinalizado abertura a plataformas que concentrem múltiplos ativos sob uma mesma licença regulatória. Embora a Hyperliquid ainda não opere oficialmente no país, o movimento de expansão pode ganhar tração caso o debate avance em Washington.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

Expansão além das cripto

  • Grandes exchanges americanas, como Coinbase e Kraken, também estudam negociar ações tokenizadas e contratos de previsão para diversificar receitas.
  • A busca por novas fontes de volume faz parte de uma tendência de adaptação a taxas de juros mais altas no mundo desenvolvido, que pressionam a rentabilidade do setor.

Arthur Hayes, cofundador da BitMEX, reforçou em março que o HYPE pode continuar a subir se a Hyperliquid mantiver o ritmo de captação de volume de mercado.

O que o investidor brasileiro deve observar

Embora o token ainda não conte com produtos listados na B3, a estreia de ETFs em Nova York costuma servir de referência para futuros BDRs de ETF no Brasil. Para quem acompanha o segmento:

  • Relação risco–retorno: altcoins de grande capitalização tendem a ter volatilidade superior à do Bitcoin, o que exige avaliar tolerância a oscilações.
  • Ambiente regulatório: a ausência de acesso direto para investidores dos EUA mostra que ainda há incerteza jurídica — fator que pesa no preço e deve ser monitorado.
  • Correlação com juros globais: em um cenário de juros americanos elevados, parte dos recursos pode migrar para renda fixa. Tokens vinculados a plataformas que oferecem múltiplos ativos tentam se diferenciar justamente pela diversificação.

Por enquanto, o debate central permanece: o mercado vai precificar o HYPE como utilitário de uma exchange de futuros ou como engrenagem de um ecossistema financeiro mais amplo? A resposta pode influenciar não só o preço do token, mas a velocidade com que novas estruturas de investimento cheguem ao varejo brasileiro.

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