Candidatos apoiados por fundos pró-cripto vencem primárias em três estados dos EUA

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas4 horas atrás39 Visualizações

Três candidatos considerados simpáticos à indústria de criptoativos garantiram vaga nas eleições de novembro nos Estados Unidos após vencerem as primárias de terça-feira (24). O resultado veio depois de um investimento publicitário de US$ 8 milhões feito pelo Fairshake e por seus comitês afiliados, todos financiados majoritariamente por empresas como Coinbase e Ripple Labs.

Quem venceu e quanto custou

  • Ritchie Torres (Democrata, 15.º distrito de Nova York) — 71,9 % dos votos.
  • Blake Moore (Republicano, 2.º distrito de Utah) — 57,5 % dos votos.
  • Adrian Boafo (Democrata, 5.º distrito de Maryland) — 32 % dos votos, após receber sozinho apoio de US$ 5,5 mi do afiliado Protect Progress.

Apesar do êxito, nem todos os políticos que contaram com recursos do setor avançaram. Em Nova York, Alex Bores perdeu a disputa no 12.º distrito para Micah Lasher, crítico da influência de “bilionários das criptomoedas” na campanha.

Por que a indústria está gastando tanto em política

Nos EUA, um PAC (Political Action Committee) recebe doações de pessoas ou empresas para financiar propaganda política. O objetivo declarado pelo Fairshake é ampliar, no Congresso, a presença de parlamentares que apoiem um marco regulatório “favorável à inovação em ativos digitais”. O comitê informou ter US$ 150 milhões em caixa, sinalizando que o gasto visto até agora é apenas o começo.

O que isso significa para o investidor brasileiro

A legislação norte-americana costuma pautar discussões em outros países e influencia diretamente o humor global dos mercados. Caso um Congresso mais receptivo a criptomoedas avance em 2027:

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

  • Regulação mais clara pode reduzir incertezas jurídicas sobre bitcoin, ether e stablecoins, frequentemente citadas como motivo de volatilidade.
  • Empresas americanas ganhando segurança regulatória tendem a aumentar investimentos em infraestrutura, o que costuma fortalecer a liquidez internacional desses ativos.
  • No Brasil, maior adoção global pode impactar o preço do dólar e de criptoativos listados na B3 ou negociados em corretoras locais, além de influenciar debates no Banco Central sobre o real digital.

Próximas batalhas eleitorais

As primárias de Colorado (30 de junho) e Arizona (21 de julho) serão o próximo teste para o lobby pró-cripto. Até esta quarta-feira (25), não havia registros de grandes desembolsos do Fairshake nesses estados, mas, em 2024, o grupo chegou a investir mais de US$ 10 milhões na corrida ao Senado do Arizona, mostrando disposição para mover cifras elevadas quando vê chance de vitória.

Para o investidor iniciante, o principal ponto de atenção é como o processo político americano pode mexer nas expectativas de regulação. Mudanças nas regras alteram a percepção de risco e, consequentemente, o preço dos ativos. Acompanhar o calendário eleitoral dos EUA, portanto, ajuda a entender parte dos movimentos de curto prazo no mercado de criptomoedas.

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