
A Casas Bahia (BHIA3) marcou para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. O balanço foi adiado pela segunda vez, em um momento de atenção redobrada dos investidores sobre a situação financeira e os próximos passos da varejista.
O resultado estava inicialmente previsto para quarta-feira, 12 de agosto, mas foi transferido para sexta-feira, 14 de agosto, antes de ser remarcado novamente para o dia 17. O Valor Econômico informou a nova data, e a informação foi confirmada pelo Money Times.
Nos últimos dias, a companhia se reuniu com bancos e advogados. As conversas ocorrem às vésperas da divulgação do balanço e enquanto a empresa busca avançar em sua estratégia financeira.
O teor das reuniões não foi detalhado. O movimento acontece durante os esforços da Casas Bahia para reduzir seu endividamento e reorganizar sua estrutura de capital — conjunto de recursos usado para financiar as atividades da empresa.
Por isso, o balanço do segundo trimestre deve concentrar atenção especialmente por possíveis atualizações sobre a situação financeira da companhia e sobre as medidas adotadas para fortalecer sua estrutura de capital.
A divulgação do balanço ocorre também após a Casas Bahia fechar 298 lojas e demitir 1.900 pessoas em um processo de corte de custos, conforme informado pelo Valor Econômico.
Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que o fechamento de 298 unidades, de um total de pouco mais de mil lojas, estava ocorrendo na sexta-feira, 14 de agosto. O número equivale a cerca de 28,7% dos pontos da empresa no Brasil.
O volume chama atenção porque ajustes desse tipo costumam ocorrer ao longo dos trimestres de forma mais fragmentada. Ao final de 2025, a Casas Bahia contava com 1.042 lojas, contra 1.064 no ano anterior e 1.078 em 2023.
Também foi informado que cerca de 600 funcionários haviam sido desligados na quinta-feira, 13 de agosto. Outros 1.300 a 1.400 cortes estavam previstos para sexta-feira, 14 de agosto. Uma fonte chegou a estimar um enxugamento total de 3.000 funcionários.
Os números de desligamentos aparecem em diferentes referências: a notícia informa 1.900 demissões, enquanto o detalhamento menciona cerca de 600 cortes já realizados e outros 1.300 a 1.400 previstos. A estimativa de uma fonte para o enxugamento total foi de 3.000 funcionários.
A Casas Bahia foi procurada para confirmar as informações, mas não havia respondido até o momento da publicação. O espaço permanece aberto para um posicionamento da companhia.
O próximo marco indicado é a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026, prevista para segunda-feira, 17 de agosto.
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