
A Receita Federal do Brasil (RFB) divulgou na quinta-feira (27) que brasileiros declararam R$ 283 bilhões em criptomoedas no primeiro semestre de 2026. O período é o último com dados anteriores à entrada em vigor da DeCripto, iniciada em 1º de julho de 2026.
O valor reúne declarações relacionadas a exchanges no exterior, operações sem uso de exchanges e transações realizadas por corretoras no Brasil. Na comparação com o primeiro semestre de 2025, quando foram declarados R$ 233 bilhões, houve crescimento de 21%.
Em relação ao segundo semestre de 2025, o volume passou de R$ 276 bilhões para R$ 283 bilhões, alta de 2,5% nas declarações. Os dados indicam que, mesmo durante o período de baixa do mercado nos três semestres analisados, os investidores brasileiros continuaram ampliando as negociações com criptoativos.
Como o levantamento da RFB cobre até junho de 2026, ele retrata as declarações feitas antes da vigência da DeCripto. A próxima divulgação do fisco deverá incluir o novo modelo, que alinha o Brasil ao padrão internacional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), identificado no material como OCDE (CARF), para a troca automática de dados de criptoativos.
O segundo relatório da Receita Federal, dedicado aos CPFs e CNPJs únicos, mostrou que todos os seis primeiros meses de 2026 registraram mais de 4 milhões de CPFs únicos com criptomoedas declaradas.
A maior marca ocorreu em abril, quando mais de 5 milhões de investidores pessoa física divulgaram informações à RFB.

Os dados também apontam quase 120 mil CNPJs únicos com criptomoedas. No detalhamento mensal, houve crescimento das declarações de empresas entre janeiro e maio, seguido de um pequeno recuo em junho. Ainda assim, o número superou 100 mil empresas brasileiras únicas declarando criptoativos em sua posse.
O terceiro relatório da RFB apresenta a participação de cada gênero no número de operações e nos valores declarados. Nesse recorte, a participação das mulheres nas operações cresceu no primeiro semestre de 2026.
A parcela feminina no número de operações declaradas passou de 29% para 31%, aumento aproximado de 6%. No valor das operações, as brasileiras registraram crescimento de 16% entre janeiro e junho de 2026.
Entre os ativos mais negociados no período aparecem Tether (USDT), Bitcoin (BTC), USDC, Ethereum (ETH) e XRP.
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