
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está obtendo recursos para começar a testar sistemas de supervisão do mercado com inteligência artificial. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Otto Lobo, durante a abertura do Token Summit Brasil, realizado em São Paulo na quinta-feira (4), com debates sobre a tokenização de ativos no país.
A iniciativa integra os planos de modernização dos sistemas de controle da instituição. Segundo Lobo, a nova infraestrutura de fiscalização já está em desenvolvimento, e a adoção de inteligência artificial busca tornar a supervisão mais eficaz. A declaração trata da preparação para testes, não de uma implementação concluída.
Ao apresentar os esforços para viabilizar a atualização tecnológica, o presidente afirmou que a CVM já está conseguindo recursos para iniciar os testes imediatamente. Ele também relatou conversas com as associações Anbima, Ancord e Abrasca sobre a supervisão do mercado.
Na avaliação de Lobo, é urgente avançar nessa infraestrutura, e cabe à CVM liderar o processo de transformação. Sua exposição de abertura concentrou-se nas inovações tecnológicas e no papel da autarquia nessa modernização.
A participação da CVM no encontro também incluiu discussões sobre financiamento coletivo, ativos baseados em tokens e regulação. As autoridades federais defenderam a necessidade de cooperação técnica com empresas privadas do mercado de capitais.
O superintendente de Desenvolvimento de Mercado da CVM, Antonio Berwanger, participou das mesas realizadas à tarde. Ele integrou o painel dedicado às novas fronteiras do financiamento coletivo e dos ativos baseados em tokens.
Já Egmon Henrique Costa, superintendente de Relações com o Mercado e Intermediários da autarquia, participou dos debates sobre a estrutura regulatória da tokenização e a segurança jurídica.
Em agosto, uma comitiva da CVM manteve conversas com diversos reguladores do mercado de capitais dos Estados Unidos a respeito da tokenização. A SEC foi uma das instituições que receberam Lobo e os demais integrantes da delegação brasileira.
A agenda também incluiu uma visita à CFTC, que contribuiu para ampliar a compreensão do regulador brasileiro sobre o mercado de derivativos.
Antes do retorno ao Brasil, Lobo se reuniu ainda com representantes da NYSE e da Nasdaq, duas das maiores bolsas de valores do mundo.
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