Dados de varejo, PPI nos EUA e balanço do Banco do Brasil dividem atenção do mercado nesta quarta

Ricardo AlmeidaRicardo AlmeidaMercado Financeiroagora mesmo6 Visualizações

Quarta-feira, 13 de maio, começou com investidores monitorando três frentes: o ritmo das vendas no varejo brasileiro, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos e o balanço trimestral do Banco do Brasil (BBAS3). A combinação desses indicadores ajuda a medir a força da atividade econômica e a calibrar expectativas de juros no Brasil e lá fora.

Varejo estável indica economia sem pressa

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). A mediana das estimativas aponta para estabilidade nas vendas de março em relação a fevereiro, com projeções variando de ‑0,2% a +0,8%. Um resultado fraco reforça a percepção de crescimento moderado e pode aliviar pressões por alta adicional da Selic. Para o investidor iniciante, números mornos costumam significar:

  • Menor risco de aceleração da inflação doméstica;
  • Ambiente de juros possivelmente mais estável, influenciando aplicações atreladas ao CDI e ao Tesouro Direto;
  • Menos impulso imediato para ações de consumo, que dependem de renda e confiança do consumidor.

PPI dos EUA calibra apostas sobre o Fed

Meia hora depois, às 9h30 (horário de Brasília), sai o PPI americano. Ontem, o CPI de abril registrou alta de 3,8% em 12 meses, acima dos 3,3% de março. Se o produtor também reportar custos maiores, o Federal Reserve pode manter tom duro sobre juros. Isso costuma mexer com:

  • Dólar: taxas americanas mais altas tendem a fortalecer a moeda;
  • Fluxo para emergentes: juros maiores nos EUA competem com rendimentos no Brasil, afetando Bolsa e câmbio;
  • Renda fixa local: expectativas de aperto lá fora pressionam as curvas de juros aqui, encarecendo financiamentos e afetando precificação de empresas listadas.

Petróleo ainda acima de US$ 100 em meio à guerra

A tensão entre Estados Unidos e Irã mantém o mercado de energia no centro do radar. Hoje, o Brent cedia 0,22%, a US$ 107,47, enquanto o WTI recuava 0,50%, a US$ 101,67. Mesmo com a leve correção, o patamar elevado encarece combustíveis e frete, repercutindo em inflação global. Para quem investe em ações, preços de petróleo tão altos costumam:

  • Favorecer empresas exportadoras de óleo e gás;
  • Elevar custos de companhias aéreas, de transporte e do setor químico;
  • Ser monitorados pelo Banco Central na definição de política monetária.

Temporada de balanços fecha com Banco do Brasil

No fim do pregão, o Banco do Brasil divulga seus números e encerra a temporada dos grandes bancos. Resultados de Braskem e CSN também estão no calendário. Para o investidor, os relatórios oferecem pistas sobre:

  • Rentabilidade do setor financeiro em ambiente de juros elevados;
  • Impacto de câmbio e preços de commodities nas indústrias de petroquímicos e siderurgia;
  • Nível de inadimplência e demanda por crédito, importantes para projetar PIB e consumo.

Pesquisa Quaest mede humor do eleitor

Uma nova rodada da Quaest acrescenta componente político ao pregão. Mudanças na intenção de voto podem balizar expectativas sobre o futuro fiscal, essencial para títulos públicos e para o risco-Brasil, indicador que interfere direto no preço das ações e do dólar.

Com tantos dados no mesmo dia, a recomendação é acompanhar a divulgação oficial dos números e observar como eles se refletem na curva de juros, no câmbio e nos principais índices de ações. Para quem está começando, momentos de maior informação costumam ampliar a volatilidade — entender o que cada indicador significa ajuda a evitar decisões precipitadas.

Ferramentas úteis para investidores

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