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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) enfrenta uma fila inédita de grandes consumidores que querem se conectar à rede de transmissão brasileira. Só os pedidos já formalizados superam a soma de 2022 a 2024 e quase alcançam o recorde absoluto de 2025.
Desde dezembro, pedidos de acesso deixaram de seguir a ordem de chegada e passaram a ser avaliados em “temporadas”. Sempre que a demanda exceder a capacidade, vencerá quem oferecer o maior bônus por quilowatt disponível. A primeira rodada — que definirá conexões para 2027, 2028 e 2029 — termina em outubro.
A corrida global por inteligência artificial multiplicou projetos de infraestrutura digital. Um único complexo de dados pode pedir 200 MW ou 300 MW de uma vez, enquanto fábricas tradicionais geralmente precisam de acréscimos na faixa de 5% sobre um consumo de 30 MW a 50 MW.
A Região Metropolitana de São Paulo opera historicamente perto do limite da transmissão. Campinas, polo de data centers que já abriga Microsoft, Ascenty e Odata, também sofre com negativas: 25 pedidos foram recusados em 2025. No Nordeste, a proximidade de portos promete atrair plantas de hidrogênio verde e novos produtores solares, mas a rede atual não comporta todas as ligações solicitadas.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Para o investidor, o cronograma ajuda a monitorar quando — e onde — novos polos industriais ou de tecnologia poderão de fato entrar em operação. Até lá, a competição por cada quilowatt disponível seguirá como um dos principais vetores de custos e prazos dos grandes projetos no país.
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