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Dois ex-integrantes do governo Donald Trump, Chris Wright (ex-secretário de Energia) e Doug Burgum (ex-secretário do Interior), voltaram a criticar a política energética da Califórnia. Em entrevista à rede Fox Business, eles afirmaram que o estado já precisa importar mais de 60% do petróleo que consome — grande parte vindo do Iraque —, situação que, segundo eles, representa risco à segurança nacional dos EUA.
A Califórnia ainda figura entre os maiores mercados consumidores de energia dos Estados Unidos, mas a produção interna vem recuando há décadas. Paralelamente, a capacidade de refino diminuiu, pressionada por regras ambientais e custos de operação mais altos. Com menos oferta local, o estado recorre cada vez mais a navios petroleiros para atender à demanda.
A tensão no Oriente Médio voltou a mexer com preços globais de energia. Quando um estado consumidor como a Califórnia aumenta a demanda por óleo estrangeiro, qualquer interrupção em rotas marítimas ou produção externa tende a se refletir nos preços internacionais do barril.
No mercado financeiro, choques de oferta costumam elevar o preço do Brent, referência mundial. Alta no Brent repercute no câmbio, na inflação e, por consequência, na condução da Selic no Brasil. Investidores de bolsa, renda fixa e até criptomoedas monitoram esse efeito em cadeia porque:
Para reduzir a dependência externa, Wright defende reabrir poços marítimos já perfurados na costa de Santa Bárbara, o chamado Projeto Sable. O plano enfrenta resistência de grupos ambientais e do governador Gavin Newsom, que prioriza fontes renováveis. Burgum critica a estratégia: “Estão regulando as refinarias até a extinção”, afirmou.
Imagem: Arabella Bennett FOXBusiness
Embora o embate ocorra nos EUA, o investidor no Brasil deve acompanhar porque:
Por ora, não há definição sobre a retomada dos poços na Califórnia. O avanço ou recuo dessa agenda continuará no radar dos mercados, especialmente se as tensões geopolíticas permanecerem elevadas.
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