
A OranjeBTC (B3: OBTC3) anunciou que o Itaú BBA será responsável pela estruturação e distribuição do Digital Yield ETF (DIGY11), cuja negociação na B3 começará na terça-feira, 15 de setembro de 2026. Será o primeiro ETF listado na bolsa brasileira dedicado a ações preferenciais internacionais de companhias do ecossistema Bitcoin, com estrutura voltada a distribuições mensais em reais.
O fundo, anunciado em 12 de agosto, terá proteção cambial e liquidez diária. Embora preveja pagamentos recorrentes aos cotistas, o DIGY11 é um fundo de renda variável: não possui garantia do FGC e está exposto a riscos de mercado, crédito e liquidez, além de depender das políticas de distribuição das empresas emissoras.
Os ativos internacionais da carteira foram estruturados para fazer distribuições recorrentes em dólar. Os rendimentos recebidos pelo DIGY11 serão convertidos para reais e repassados mensalmente aos cotistas, respeitadas as despesas e as demais condições do fundo.
Nas condições de mercado consideradas no anúncio, o fundo estima distribuições anuais equivalentes ao CDI acrescido de aproximadamente 3% a 5%. Essa estimativa não inclui a variação do valor das cotas e não constitui garantia de rentabilidade.
Assim, a projeção apresentada diz respeito às distribuições, não a um resultado garantido para quem comprar cotas do ETF.
A composição inicial reunirá ações preferenciais de Strategy e Strive, apresentadas no anúncio como duas das maiores tesourarias corporativas de Bitcoin do mundo. A participação de cada uma ocorrerá pelos seguintes instrumentos:
No anúncio, a OranjeBTC descreve as emissoras como companhias de balanços robustos, com Bitcoin representando uma parcela relevante de suas reservas. A empresa associa essa característica a maior solidez patrimonial e capacidade de cumprir compromissos de distribuição de dividendos.
O DIGY11 seguirá o OranjeBTC MarketVector Bitcoin Treasury Prefered Equity BRL Hedged Index ETF. A metodologia desse índice foi elaborada pela OranjeBTC em parceria com a MarketVector.
A seleção utiliza critérios objetivos para escolher ações preferenciais de companhias abertas do ecossistema Bitcoin. O foco está em instrumentos listados, de longo prazo ou sem vencimento, estruturados para realizar distribuições recorrentes em dólar.

Além da estruturação e distribuição pelo Itaú BBA, o fundo terá gestão da 3R Investimentos e administração fiduciária do Banco Daycoval. O índice de referência será fornecido pela MarketVector, empresa pertencente ao grupo VanEck.
Listada na B3 e apresentada como a Companhia Bitcoin do Brasil, a OranjeBTC atua em três frentes: tesouraria, educação e inovação financeira. Sua missão declarada é acelerar a adoção do Bitcoin no Brasil e na América Latina e ampliar, ao longo do tempo, a exposição de seus investidores ao ativo.
Para isso, a companhia utiliza o mercado de capitais para reforçar sua tesouraria e desenvolve produtos e serviços destinados a conectar investidores ao Bitcoin e à economia digital.
O início das negociações será marcado por uma cerimônia em 15 de setembro de 2026, a partir das 09h00, na sede da B3, na Rua Quinze de Novembro, 275, no Centro Histórico de São Paulo. A programação inclui o tradicional toque do sino, que simboliza a abertura das negociações.
Aberta à imprensa, a solenidade reunirá executivos da OranjeBTC e dos parceiros envolvidos no desenvolvimento do fundo.
Jornalistas interessados em participar devem solicitar credenciamento até 14 de setembro, às 17h00, enviando nome, veículo e CPF a Carlos Moura, pelo e-mail [email protected].
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