
A OranjeBTC (B3: OBTC3), a Companhia Bitcoin do Brasil, lançou em 15 de setembro de 2026, terça-feira, o Digital Yield ETF (DIGY11). O produto é o primeiro ETF listado na B3 dedicado a ações preferenciais internacionais de empresas do ecossistema Bitcoin e foi estruturado para distribuir rendimentos mensalmente em reais, com proteção cambial e liquidez diária.
A carteira inicial reúne ações preferenciais da Strategy e da Strive. Para o cotista brasileiro, os rendimentos recebidos desses ativos internacionais serão convertidos para reais e distribuídos a cada mês, respeitando as despesas e as demais condições do fundo.
Nas condições de mercado apresentadas no lançamento, o DIGY11 estima distribuições anuais equivalentes ao CDI acrescido de aproximadamente 3% a 5%. Essa estimativa não inclui a variação do valor das cotas e não constitui garantia de rentabilidade.
Assim, a projeção se refere às distribuições do fundo, e não a um resultado que incorpore as mudanças no preço de suas cotas. Os pagamentos em reais também estão sujeitos às despesas e às demais condições previstas para o produto.
Os instrumentos internacionais que integram a carteira foram estruturados para fazer distribuições recorrentes em dólar. O DIGY11 combina o recebimento desses rendimentos com a conversão e o repasse mensal em moeda brasileira, além da proteção cambial prevista em sua estrutura.
A composição inicial contempla preferenciais emitidas por duas das maiores tesourarias corporativas de Bitcoin do mundo: a Strategy, por meio do STRC, e a Strive, por meio do SATA. O STRC representa a maior parcela dessa carteira inicial.
As duas companhias mantêm Bitcoin como parte relevante de suas reservas e apresentam balanços robustos, característica associada à maior solidez patrimonial e à capacidade de cumprir seus compromissos de distribuição de dividendos.
O ETF acompanhará o OranjeBTC MarketVector Bitcoin Treasury Prefered Equity BRL Hedged Index ETF. A metodologia desse índice foi desenvolvida pela OranjeBTC em parceria com a MarketVector, empresa do grupo VanEck.
A seleção segue critérios objetivos e se concentra em ações preferenciais de companhias abertas do ecossistema Bitcoin. São contemplados instrumentos listados, de longo prazo ou sem vencimento, estruturados para distribuir rendimentos recorrentes em dólar.
A estreia teve uma cerimônia na sede da B3, em São Paulo, com o tradicional toque do sino que marca o início das negociações. Participaram executivos da OranjeBTC e parceiros envolvidos na criação do fundo.
A estrutura do DIGY11 conta com o Itaú BBA como estruturador e distribuidor, a 3R Investimentos na gestão e o Banco Daycoval na administração fiduciária. A MarketVector fornece o índice de referência.
Guilherme Gomes, fundador e CEO da OranjeBTC, afirmou que o toque do sino representa a chegada de um novo produto ao mercado. Ele lembrou que, em outubro de 2025, a companhia havia participado da cerimônia pela primeira vez para celebrar sua própria listagem na B3, oferecendo uma nova forma de exposição ao Bitcoin.
Na avaliação de Gomes, o retorno à bolsa para outra cerimônia, menos de um ano depois, marca o lançamento de um produto criado pela OranjeBTC e ligado à economia digital, com uma nova forma de acesso a esse mercado e renda mensal para o investidor.
O executivo também declarou que o DIGY11 representa mais um passo na missão da companhia de levar inovação ao mercado nacional e contribuir para que o Bitcoin se estabeleça como reserva de valor no Brasil e na América Latina.
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