São Paulo – A forte expansão de Shopee e Mercado Livre derrubou a taxa de vacância dos galpões logísticos brasileiros para o patamar histórico de 6,4% no primeiro trimestre de 2026, aponta levantamento da Binswanger Brazil.
Com a oferta cada vez mais restrita, o valor médio pedido para novos contratos alcançou R$ 30,62 por metro quadrado no país. No Estado de São Paulo, o preço ficou em R$ 33,54, chegando a R$ 40 no raio de 30 quilômetros da capital paulista.
Entre janeiro e março, as contratações brutas somaram 1,4 milhão de metros quadrados, novamente acima dos 735 mil metros quadrados entregues no período. O estoque nacional de galpões de alto padrão passou a 35,7 milhões de metros quadrados.
O comércio eletrônico liderou a procura, com absorção líquida próxima de 1 milhão de metros quadrados.
A Shopee firmou a maior pré-locação do trimestre: 246 mil metros quadrados no empreendimento GLP Guarulhos III, que terá parte entregue já no segundo trimestre. Com o novo contrato, a varejista soma 1.793.914 m² alugados no Brasil, alta de 33% frente ao fim de 2025, quando ocupava 1.344.104 m².
Imagem: infomoney.com.br
O crescimento tem sido acelerado. Em 2021, a empresa ocupava pouco mais de 63 mil m²; em 2024, superou 900 mil m² e, em 2026, aproxima-se de 1,8 milhão m². A maior concentração de área está em Guarulhos (338.768 m²), seguida pela Região Metropolitana de Belo Horizonte, Cajamar, Rio de Janeiro e Recife. A operação nacional já envolve mais de 100 galpões.
Apesar do avanço da concorrente, o Mercado Livre permanece como principal ocupante do segmento. A companhia protagonizou as três maiores locações do trimestre: 74.926 m² no CLIR Miracema, 70.111 m² no BTLG Log AAA Cajamar e 54.237 m² no Goodman Avenida dos Estados.
O cenário de vacância baixa, aluguéis em alta e expansão de gigantes do varejo digital mantém o otimismo de investidores e fundos imobiliários especializados em logística.