
O mercado cambial reagiu de forma imediata às decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Às 15h15 desta quinta-feira (18), o dólar avançava 1,33%, cotado a R$ 5,177, enquanto o Ibovespa recuava 0,18%, aos 168.135 pontos.
O Fed manteve suas taxas entre 3,5% e 3,75%, mas adotou discurso hawkish (mais duro), sugerindo novas altas ainda em 2026. Já o Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano – terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto – e estendeu o horizonte para convergência da inflação de 2027 para o primeiro trimestre de 2028.
O Copom sinalizou que a inflação só deve atingir a meta de 3% em 2028. Analistas leram a mensagem como mais tolerante, o que pode significar cortes adicionais nos próximos encontros. Nas curvas de juros futuros, contratos até 2027 recuaram (DI jan/27 a 14,27%), mas vencimentos mais longos subiram (DI jan/29 a 14,81%; jan/31 a 14,74%), refletindo incerteza sobre o ritmo de queda da Selic no longo prazo.
Entre os 19 membros do colegiado do Fed, 9 projetam ao menos uma alta de 0,25 ponto ainda neste ano e 6 veem espaço para duas. A primeira coletiva de Kevin Warsh como presidente reforçou o compromisso com “estabilidade de preços”, retirando orientações sobre próximos passos e surpreendendo investidores que esperavam sinalização de cortes.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
O cenário segue sujeito a reavaliações a cada divulgação de inflação, atividade econômica e novas sinalizações dos bancos centrais. Para o investidor, entender como juros e câmbio se relacionam ajuda a calibrar riscos e evitar decisões impulsivas.
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