
Procuradores de 22 nações ibero-americanas se reuniram na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, nos dias 2 e 3 de setembro de 2026, para discutir o combate ao crime organizado. Entre os objetivos do encontro estavam aprimorar as investigações de crimes digitais e fraudes com criptomoedas e fortalecer a cooperação para recuperar recursos desviados.
A programação do 9º encontro da rede de fiscais seguiu até quinta-feira, dia 3. Os participantes compartilharam experiências práticas sobre canais de ajuda mútua entre países e sobre o bloqueio de criptoativos em poder de criminosos.
Alexandre Senra, coordenador do Grupo de Trabalho Criptoativos e procurador-geral da República no Ministério Público, participou dos debates como palestrante. As discussões buscaram desenvolver estratégias conjuntas contra a corrupção estrutural nas regiões de fronteira, com o propósito de desarticular rotas transnacionais e recuperar recursos desviados por quadrilhas complexas.
Na abertura dos trabalhos, a secretária de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal (MPF), Anamara Osório, defendeu alianças sólidas para enfrentar a sofisticação das organizações criminosas que atuam em diferentes países.
Os registros do órgão federal relativos a 2025 mostram o volume de solicitações de cooperação jurídica nos dois sentidos:
Essa cooperação abrange o compartilhamento de provas e o apoio à tomada de depoimentos de testemunhas. A diretora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil, Elena Abbati, elogiou a parceria.

As regiões de fronteira também receberam atenção por representarem áreas de alto risco para a atuação de grupos criminosos. Integrantes da Subcomissão de Fronteiras do Mercosul participaram das conversas voltadas ao reforço da vigilância nesses territórios.
O coordenador da Câmara de Combate à Corrupção, Alexandre Camanho, defendeu a realização de ações policiais simultâneas. O procurador também sugeriu compartilhar ferramentas de inteligência corporativa com órgãos fiscais e forças de segurança.
Para enfrentar casos de grande proporção, o MPF conta com o Grupo Nacional de Apoio ao Enfrentamento ao Crime Organizado. Seu coordenador, José Adonis Callou, relatou que a equipe já atuou no combate a fraudes envolvendo apostas e ao tráfico de entorpecentes.
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