Escritório de advocacia dos EUA tenta impedir movimentação de 30.766 ETH ligados ao ataque à Kelp DAO

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NOVA YORK, 4 de maio de 2026 – O escritório norte-americano Gerstein Harrow LLP obteve na Justiça uma ordem para bloquear qualquer transferência de 30.766 Ether (ETH) congelados pela Arbitrum DAO após o hack de US$ 292 milhões contra a Kelp DAO.

Em comunicado publicado na sexta-feira no fórum da Arbitrum DAO, o advogado Charlie Gerstein informou que o Tribunal Distrital do Sul de Nova York assinou um restraining notice e três mandados de execução. O descumprimento pode levar o DAO a ser responsabilizado por desacato.

Por que o bloqueio foi solicitado

O Gerstein Harrow sustenta que seus clientes possuem sentenças judiciais contra a Coreia do Norte obtidas em 2010, 2015 e 2016, que somam US$ 877 milhões em indenizações compensatórias e punitivas, além de juros. Segundo o escritório, o Ether congelado configura patrimônio do Estado norte-coreano porque o ataque foi atribuído ao grupo hacker TraderTraitor, braço da unidade Lazarus, patrocinada por Pyongyang.

Com a ordem, vítimas diretas do ataque à Kelp DAO podem ter de esperar mais tempo para reaver seus fundos.

Contexto do ataque

O hack ocorreu em 18 de abril e desviou aproximadamente US$ 292 milhões. Dias depois, o Conselho de Segurança da Arbitrum congelou 30.766 ETH — avaliados em mais de US$ 73 milhões — vinculados aos invasores.

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Imagem: cointelegraph.com

Em 25 de abril, a Aave Labs propôs que a Arbitrum DAO liberasse esses ativos e os enviasse ao fundo DeFi United, criado para restaurar o token rsETH e indenizar seus detentores. O membro do DAO identificado como Zeptimus argumentou que, caso o bloqueio solicitado pelo escritório prospere, “a dívida da DPRK será transferida aos próprios lesados pelo hack”.

Repetição de estratégia jurídica

Não é a primeira vez que o Gerstein Harrow reivindica criptoativos congelados sob alegação de vínculo com a Coreia do Norte. Em fevereiro, o escritório apresentou pedido semelhante envolvendo fundos retidos pela Tether após o ataque à Heco Bridge em 2023. A firma também moveu ações coletivas contra diversos DAOs e, segundo o investigador ZachXBT, utilizou pesquisas dele para justificar uma reclamação sobre valores do hack de US$ 1,5 bilhão que atingiu a Bybit.

Entidades ligadas a Pyongyang foram acusadas de furtar ao menos US$ 578 milhões em grandes incidentes registrados apenas no mês de abril.

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