Golpista perde US$ 4,8 milhões em bitcoin com Ledger adulterada, diz Chainalysis

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoCriptomoedas5 horas atrás7 Visualizações

Um golpista está entre as vítimas do roubo de criptomoedas por meio de carteiras Ledger fisicamente adulteradas, afirmou a empresa de segurança Chainalysis em nota publicada na quinta-feira, 15 de outubro de 2026. Ele teria perdido mais de 60 bitcoins, avaliados em US$ 4,8 milhões — aproximadamente R$ 20 milhões na cotação citada para o caso.

O dinheiro, segundo a Chainalysis, vinha de uma fraude que prometia remuneração por tarefas e exigia depósitos em criptomoedas para liberar os pagamentos. A empresa classificou o golpista como uma das maiores vítimas do ataque aos dispositivos Ledger. As perdas totais dos usuários com as carteiras adulteradas são estimadas em cerca de US$ 87 milhões.

Dinheiro de golpe foi enviado a três endereços antes do roubo

A análise da Chainalysis aponta dois momentos na movimentação dos recursos: em 22 de setembro, o golpista transferiu cerca de 60 bitcoins provenientes da fraude para três endereços; em 9 de outubro, outros golpistas esvaziaram essas carteiras.

Na fraude que teria originado o dinheiro, as pessoas eram atraídas pela promessa de receber por simular vendas e publicar avaliações falsas de produtos reais. Em vez de obter a remuneração esperada, elas encontravam um saldo negativo em suas contas e eram orientadas a depositar criptomoedas para conseguir receber os valores prometidos.

Ao divulgar o caso em 15 de outubro, a Chainalysis destacou que o responsável por esse golpe de tarefas também havia se tornado vítima de um roubo. A publicação provocou comentários nas redes sociais: um usuário chamou o episódio de “justiça poética”, enquanto outro escreveu que “ladrão que rouba ladrão ganha cinco anos de perdão”.

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Foto: Foto: reprodução

Adulteração capturava dados que dão controle sobre as criptomoedas

O ataque às carteiras Ledger envolveu a instalação de componentes eletrônicos dentro dos dispositivos. Esses componentes liam diretamente das telas as frases-semente, que dão controle sobre as criptomoedas, e transmitiam essas informações por uma conexão com um eSIM também inserido nas carteiras.

Fotos e vídeos compartilhados nas redes sociais mostram detalhes do funcionamento do esquema. A adulteração era física: os dispositivos haviam recebido componentes adicionais usados para capturar e enviar as informações.

A Chainalysis já havia divulgado uma investigação sobre o episódio no primeiro dia dos relatos de perdas. O gráfico apresentado pela empresa identificava endereços dos hackers, destinos dos recursos e transações para bridges, utilizadas para a conversão dos fundos.

O levantamento também mostrava endereços bloqueados pela Tether, impedindo movimentações futuras de USDT nesses endereços.

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Reembolso seguia sem anúncio da Ledger

Até 15 de outubro, a Ledger não havia informado se pretendia reembolsar os usuários afetados. Mesmo que um ressarcimento venha a ocorrer, o golpista citado no levantamento pode enfrentar dificuldades para recuperar os valores, dada a origem fraudulenta atribuída aos recursos.

Na mesma quinta-feira, a empresa anunciou o lançamento de uma nova carteira, a Ledger Atom, cujo formato se assemelha ao de um smartphone, sem apresentar um plano de reembolso para as vítimas das adulterações.

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